Calma, se isto explodir ouvimos

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Agora que 2017 é irremediável, já vos posso dizer: não temam. É verdade que o precedente, o falso inominável 2016 - viram?, eu disse-lhe o nome e não aconteceu nada -, ameaçava-nos com o dilúvio depois dele (ei!, chuvas como hoje sempre houve...) Ameaça bazófia a de 2016, como mostram os noticiários: o Papa Francisco não vem cá em outubro, quando se celebra, a 13, o centenário do Milagre do Sol. Este, sim, era perigoso, como noticiou, há 100 anos, o nosso colega O Século: o Sol andou aos ziguezagues. Ora, Francisco vem cá a 13 mas em maio, quando se deu a aparição aos pastorinhos, da Senhora em cima da azinheira. Um milagre mais verosímil (qualquer que seja a nossa crença) e menos perigoso. Outra informação dos noticiários foram os abraços de Obama e do primeiro-ministro japonês, em Hiroxima e Pearl Harbour. Demasiada amizade, o que nos faz desconfiar que tenha havido a guerra nipo-americana. Mais, se calhar nem bomba atómica houve, ela é uma teoria da conspiração. O que me leva a retomar o otimismo: o Trump pode passar 2017 a carregar no botão nuclear com o dedo e... nada. Pois, se não há, talvez, bomba atómica! O único risco é o dedo voltar ao Twitter com mais sanha. Outro mito: o aquecimento global. É o que ainda faz muita gente hesitar em aderir a Trump. Fazem mal, porque é outra teoria da conspiração. Inventou-se o aquecimento global para dizer que a culpa é do fim da Guerra Fria causado pela calorosa amizade Trump-Putin.

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