Bratislava, um destino diferente

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"Bratislava, o segredo mais bem guardado da Europa." Este era o título de um artigo publicado recentemente sobre a capital da Eslováquia e que reflecte inteiramente a verdade. Para confirmar, basta fazer-lhe uma visita e descobrir esta cidade do coração da Europa central. Não é difícil chegar lá para quem vai de Portugal e o primeiro encontro com a cidade mostra logo que estamos num país onde a confusão está longe de dominar a vida. A calma do aeroporto antecipa a paz que nos espera em Bratislava.

Chegados ao centro da cidade, as opções são muitas e dão para ocupar uma meia dúzia de dias sem qualquer dificuldade. Apesar de a sua posição no mapa ser bastante excêntrica - num dos extremos do território - fica fácil explorar o resto do país, pois o ponto mais distante dista menos de 500 quilómetros. E não faltam destinos que mereçam a atenção do turista, devido às suas tradições e história. É o caso de Pezinok e Modra (a 20 km), onde a produção de cerâmicas e a existência de grandes vinhedos podem ser um bom apelo para se passar um dia; desfrutar na localidade de Piestany do seu famoso spa; conhecer a cidade histórica de Trnava; ou efectuar um curioso roteiro pelos vários castelos vizinhos, com paragem obrigatória no de Cerveny Kamen, no de Smolenice e no de Devin, sobre o leito do Danúbio.

Indo um pouco mais longe, os amantes do alpinismo ou das caminhadas têm a possibilidade de percorrer os montes Tatra, cujos trilhos são procurados por bastantes aventureiros do resto da Europa. Esta é uma direcção que vale a pena tomar, pois é, também, a forma de conhecer o país bucólico que domina o território para Oriente e a hipótese de conviver com uma população muito católica - vale a pena reparar nos cruzeiros espalhados pelas estradas interiores - e tradições menos divulgadas.

Refira-se que Bratislava também pode ser o centro de um amplo passeio pelos países com que faz fronteira, seja como passageiros dos barcos que utilizam o próprio rio Danúbio, seja apanhando um autocarro ou o comboio. É o caso de Budapeste, Viena e Praga, entre outras cidades da Europa central.

Além da beleza própria da cidade, Bratislava tem ainda outro grande trunfo que justifica plenamente uma visita atenta e demorada um óptimo custo de vida. Viver Bratislava não é nada caro quando comparado com a vizinha Praga e não lhe falta toda uma estrutura de apoios para garantir uma boa estada. Designadamente no que respeita à gastronomia, pois o centro histórico tem uma quantidade de cafés e restaurantes com esplanadas que torna difícil a sua escolha. Há-os de todos os géneros e qualquer que seja o tipo de cozinha que apeteça ao viajante existirá uma sala onde a pode provar. Se o desejo recair sobre a comida tradicional eslovaca, a picante mexicana, a italiana, a francesa ou qualquer outra, há sempre uma cozinha especializada e uma mesa para as degustar. Com o benefício de o centro histórico estar fechado ao trânsito e se poder circular sem qualquer preocupação, a não ser a de andar distraído e a satisfazer o olhar perante a paisagem de edifícios antigos, passagens entre prédios, praças e montras. Quando o frio aperta no Outono, os cafés põem mantas à disposição dos clientes que optaram pelas esplanadas.

A poucos metros do centro histórico, entre as montanhas e o Danúbio, estão todos os principais pontos de interesse da cidade.

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