"Acabo de receber uma ligação do Presidente Jair Bolsonaro. Ele concordou em deixarmos para o ano que vem a votação do projeto da minha autoria que revoga o Estatuto do Desarmamento. Se 'forçássemos a barra' para votar esse ano, haveria risco de a proposta ser rejeitada - e um trabalho de seis anos iria pelo ralo", disse o deputado na sua conta da rede social Twitter..Peninha Mendonça afirmou ainda que "a composição do novo Congresso é mais conservadora", acrescentando: "Com os novos deputados, as chances de aprovarmos o 'PL 3722' (Projeto Lei) são bem maiores"..O deputado federal mostra-se confiante numa possível revogação do estatuto do desarmamento, que irá facilitar a posse e o porte de armas pela população.. No projeto de lei em causa, o deputado argumenta que a dinâmica da sociedade brasileira mudou nos últimos anos e afirma que o estatuto do desarmamento "não se revela em compasso com os anseios da população", não sendo eficaz na redução da criminalidade no Brasil. ."O desarmamento civil é uma tese que, além de já amplamente rejeitada pela população brasileira (...) se revelou integralmente fracassada para a redução da violência, seja aqui ou em qualquer lugar do mundo", disse o deputado federal, citado pelo jornal Estadão..Afirmou também que o novo projeto permite ao cidadão aceder a mecanismos de "autodefesa" e possibilita ao Estado controlar o fabrico, a comercialização e a circulação de armas, com a possibilidade de identificar um eventual uso irregular. .Segundo o Atlas da Violência (dados provenientes do Ministério da Saúde e das polícias brasileiras que permitem medir a violência no país), o Brasil registou 61.517 mortes violentas intencionais em 2016, o último ano com dados disponíveis.