Para o antigo primeiro-ministro britânico não foi por não confiarem na avaliação que o Governo fez do perigo que a Síria representa, que os deputados britânicos chumbaram a proposta de participação numa intervenção militar contra o regime de Assad. A recusa, segundo Blair, deveu-se ao "trauma" da Guerra do iraque, que deixou o Reino Unido "hesitante..Tony Blair adiantou ainda que ficou muito "desapontado" com o seu país por não querer participar numa ação militar, porque "o uso de armas químicas na Síria ficou provado", sublinhando o seu "total desacordo" com a posição tomada pelo líder trabalhista, Ed Miliband, que ajudou a chumbar no Parlamento uma proposta nesse sentido..O editor de política da BBC, Nick Robison, afirmou que esta é a primeira vez que Tony Blair critíca publicamente Miliband, numa altura em que a estratégia dos trabalhistas em relação à Síria está sob escrutínio..Justificando as suas razões para apoiar uma intervenção militar na Síria, Tony Blair afirmou que "não agir agora é perigoso" e pode dar a "ideia errada" de que as armas químicas podem ser usadas à vontade porque não serão alvo de uma "punição robusta"..O antigo primeiro-ministro britânico adverte ainda que "sem uma intervenção estrangeira na Síria passaremos a ter um estado dominado por Bashar al-Assad, o que significa um estado dominado pelo Irão", adiantando que "isso pode representar um campo fértil para o crescimento de um extremismo muito pior e mais poderoso do que o existente no Afeganistão".