Em declarações à Lusa, José Antunes João, administrador da Big Picture 2 Films, afirmou que as condições de pagamento estabelecidas com os exibidores dependem "das condições específicas de crédito de cada cliente".."E o crédito de cada cliente depende obviamente da avaliação de risco do mesmo", afirmou o administrador, sem fazer qualquer referência direta à Medeia Filmes e escusando-se a comentar qualquer uma das críticas apontadas por Paulo Branco..O proprietário da Medeia Filmes, que em Lisboa explora as salas do Monumental, do Fonte Nova e do Nimas, anunciara que iria apresentar queixa na Autoridade da Concorrência contra as "práticas comerciais da distribuidora Big Picture 2 Films, a terceira maior distribuidora de cinema, em 2013, com uma receita bruta de 8,45 milhões de euros..Paulo Branco explicou que a distribuidora lhe exigia pagamento adiantado para exibir os filmes, quando o hábito em Portugal é o pagamento de uma percentagem das receitas de bilheteira, variável consoante a semana de exibição em causa..O produtor fez também algumas considerações acerca da ligação entre a Big Picture e a Zon Audiovisuais, uma vez que esta empresa detém 20 por cento do capital social daquela distribuidora, e sobre Antunes João, que é administrador da primeira, administrador não executivo da segunda e foi administrador na entidade que geria o FICA (Fundo de Investimento para o Cinema e Audiovisual), que atribuía subsídios à produção audiovisual..Sobre a relação entre a Zon Audiovisuais e a Big Picture, Antunes João afirmou que se limitam "a uma participação social de vinte por cento da Zon Audiovisuais da Big Picture 2 Films".