"É melhor conversar olhando-nos nos olhos". Foi assim que Joe Biden arrancou a conferência conjunta com Volodymyr Zelensky, na Casa Branca, no culminar daquela que está a ser a primeira viagem do presidente ucraniano ao estrangeiro desde que as forças russas invadiram o seu país, a 24 de fevereiro.."São 300 dias de uma ofensiva não provocada. Os ucranianos continuam a ser a coluna vertebral do país. Vocês mantiveram-se com força. Nunca estarão sós. Na guerra na Ucrânia está em causa um bem maior, a democracia e os princípios dos americanos. Vamos garantir que a Ucrânia está preparada para responder aos ataques. Os EUA vão continuar a ajudar a Ucrânia não só a nível militar mas também a nível de cuidados de saúde e educação. A Ucrânia desafiou as expectativas da Rússia, que está a usar o inverno como arma", afirmou o presidente dos Estados Unidos..Já Zelensky falou num "encontro é histórico para a relação entre os dois países", que têm "os mesmos valores".. "Estabelece-se aqui um novo patamar na relação entre os dois países. Agradeço o apoio contínuo de Biden e da NATO. Todos os países do mundo tomaram posição e isto é proveitoso para os dois países. Os mísseis Patriot vão fortalecer a defesa aérea da Ucrânia e travar a ofensiva terrorista que tem atacado a infraestrutura elétrica e civis. É preciso proteger os civis ucranianos. Cada dólar dos EUA vai fortalecer a segurança global", garantiu o líder ucraniano, que salientou que a "paz é a soberania, integridade territorial e independência da Ucrânia".."Se Putin tivesse alguma dignidade, saía agora da Ucrânia. Ele acabará por sair. Não devemos subestimar o impacto que esta guerra está a ter na Rússia. Putin admitiu que a guerra está a ser mais difícil do que esperava", frisou Biden, numa altura em que ambos já respondiam a perguntas dos jornalistas depois das declarações iniciais. "Putin vai falhar, vai perceber que não terá sucesso", assegurou..Zelensky recordou que teve várias reuniões com Putin em 2019, e que o presidente russo lhe garantiu que não haveria uma agressão entre os dois países. "Putin mentiu e está a destruir a nossa vida", atirou..Antes da chegada de Zelensky, os Estados Unidos anunciaram esta quarta-feira que fornecerão ajuda militar à Ucrânia no valor de 1.850 milhões de dólares (1.750 milhões de euros), incluindo uma bateria de mísseis Patriot..O anúncio da Casa Branca surgiu poucas horas antes da chegada de Zelensky, sendo que o pacote de ajuda inclui 1.000 milhões de dólares em armas e equipamentos dos stocks do Pentágono, incluindo a primeira transferência do sistema de defesa aérea Patriot, e 850 milhões de dólares em financiamento através da Iniciativa de Assistência à Segurança da Ucrânia (USAI, na sigla em inglês)..Parte da USAI será usada para financiar um sistema de comunicações por satélite, que provavelmente incluirá o Starlink, o crucial sistema de rede de satélites da SpaceX, de propriedade de Elon Musk.