Biden sobre o líder do ISIS: "Este horrível terrorista já não existe"

Abu Ibrahim al-Hashimi al-Qurayshi tinha sucedido a Abu Bakr al-Baghdadi à frente dos destinos do grupo. Segundo o presidente norte-americano, morreu na explosão de uma bomba que ele próprio terá acionado, matando também vários membros da sua família, diante da operação antiterrorista dos EUA.
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O presidente norte-americano, Joe Biden, anunciou a morte do líder do Estado Islâmico, Abu Ibrahim al-Hashimi al-Qurayshi, dizendo que ele fez explodir uma bomba que matou também vários familiares diante do ataque das forças norte-americanas à casa onde estava na Síria.

"Ele escolheu rebentar aquele terceiro andar em vez de enfrentar a justiça pelos crimes que cometeu, levando vários membros da sua família, tal como o seu antecessor", disse Biden numa declaração à nação. Entre as vítimas estarão seis crianças. O presidente falou de um "ato final de cobardice desesperada".

Apelidando Qurayshi de Haji Abdullah (tinha várias identidades), o presidente acusou-o de ser "a força motora por detrás do genocídio dos yazidis". E acrescentou: "Graças à bravura das nossas tropas, este horrível terrorista já não existe."

O anúncio da morte tinha sido feito horas antes no Twitter: "Ontem à noite, sob minha direção, as forças militares norte-americanas realizaram com sucesso uma operação contraterrorismo. Graças à bravura das nossas Forças Armadas, removemos do campo de batalha Abu Ibrahim al-Hashimi al-Qurayshi - o líder do ISIS [Estado Islâmico]", tinha escrito na rede social.

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No comunicado que então partilhou, Biden especificou que a operação foi no norte da Síria e que visava "proteger o povo americano e os nossos aliados e tornar o mundo um lugar mais seguro". E que todos os norte-americanos regressaram em segurança da operação.

O líder do Estado Islâmico fez-se explodir durante a operação, matando também membros da sua família, indicou o presidente norte-americano. Biden alegou que os militares dos EUA fizeram tudo para evitar outras vítimas -- optando por um raide com uma equipa de forças especiais em vez de usar um ataque aéreo --, mas que ele escolheu fazer explodir uma bomba, tal como tinha feito o seu antecessor para evitar ser capturado.

Também conhecido como Amir Mohammed Said Abd al-rahman al-Mawla e muitos outros nomes, Qurayshi substituiu Abu Bakr al-Baghdadi à frente do grupo após este também ter sido morto numa operação norte-americana, em outubro de 2019. E tinha uma reputação de brutalidade.

A Casa Branca divulgou uma imagem da sala a partir de onde Biden, a vice-presidente Kamala Harris e a equipa de segurança nacional seguiram a operação.

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Antes do anúncio de Biden havia relato de uma operação antiterrorista lançada pelas tropas norte-americanas numa região do noroeste da Síria para capturar líderes jihadistas que teria provocado a morte de pelo menos 13 pessoas, entre as quais mulheres e crianças, segundo uma organização não-governamental.

Segundo o Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH), que conta com uma vasta rede de fontes naquele país em guerra, os militares norte-americanos desembarcaram de helicóptero perto de acampamentos para deslocados na localidade de Atmé, na província de Idlib, em grande parte controlada por jihadistas e rebeldes.

"As Forças Especiais dos EUA conduziram uma missão de contraterrorismo durante a noite no noroeste da Síria", acrescentou o Pentágono, em comunicado, prometendo mais informações para mais tarde.

A operação provocou confrontos que duraram duas horas, disse o OSDH, sem especificar as identidades dos jihadistas procurados.

"Pelo menos 13 pessoas, incluindo quatro crianças e três mulheres, foram mortas na operação", adiantou.

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