Benfica triunfa e assegura milhões europeus

Dínamo Kiev foi sufocado numa Luz em êxtase com a exibição dos jogadores de Roger Schmidt, que garantiram facilmente a presença na fase de grupos da Liga dos Campeões (3-0 frente ao Dínamo Kiev). Sorteio é quinta-feira
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No mesmo dia em que a Liga ucraniana deu o seu pontapé de saída militarizada (Shakthar e Metalist empataram a zero depois de um soldado iniciar o encontro), retomando o futebol em tempos de guerra, o Benfica não teve contemplações e afastou o Dínamo Kiev da fase de grupos da Liga dos Campeões, ao vencer na Luz a equipa de Lucescu por 3-0, confirmando desta forma o triunfo que conseguira na Polónia no arranque do play-off. Os encarnados asseguraram desta forma a sua presença no sorteio desta quinta-feira (17 horas, direto na Eleven Sports) em Istambul (estarão no pote 3, junto com o Sporting, uma vez que o FC Porto, como campeão, ficará no pote 1) e garantiram desde já um valor mínimo próximo dos 40 milhões de euros (15,64 da participação, mais 22,74 por serem a 13ª melhor equipa no ranking a dez anos e ainda 20 por cento do "market pool" que caberá a Portugal).

Mesmo com a história do seu lado (só uma vez em 21 jogos não confirmara em casa a vitória fora obtida na primeira mão, ao passo que o Dínamo nunca revertera uma derrota caseira por dois golos na partida decisiva) e uma vantagem confortável obtida em Lodz, o Benfica do alemão Roger Schmidt não facilitou e fez alinhar aquele que tem sido o seu onze-tipo. Do outro lado, Mircea Lucescu fez quatro alterações e já pôde contar com o capitão Sydorchuk, baixa na primeira partida por castigo (tal como Garmash, que começou no banco).

Com o estádio quase lotado (58.789 espectadores), o Benfica lançou-se desde logo ao ataque, procurando um golo que desmotivasse rapidamente as intenções ucranianas e esteve perto de o conseguir aos quatro minutos quando, após uma boa combinação, Rafa surgiu em boa posição para marcar - no entanto, a presença de Neres acabou por atrapalhar o extremo e o remate saiu um pouco ao lado. Com um futebol pressionante, muito forte na transição defensiva e ofensiva, a equipa de Schmidt sufocava por completo o adversário ucraniano, que ia cedendo cantos atrás uns dos outros (cinco entre os dez e os 15 minutos) tal a facilidade com que os portugueses de acercavam da sua área. Com uma posse de bola a rondar os 75 por cento, o golo podia surgir a qualquer instante: num livre de Grimaldo (18', com a bola a raspar no poste) ou num lance de génio de Neres (21', com um pontapé acrobático). Acabaria por ser, todavia, o central Otamendi a inaugurar o marcador. Já o tinha ameaçado aos 12', concretizaria aos 27', na sequência de mais um canto que permitiu a Neres colocar com precisão a bola no segundo poste para o cabeceamento certeiro do argentino, somando assim o seu segundo golo oficial no clube.

Em vantagem, o carrossel encarnado, com os jogadores claramente divertidos, diminuiu, naturalmente, de intensidade. O Dínamo conseguiu então sair um pouco do seu meio-campo, sem criar, porém, grandes aflições à defesa benfiquista. Mas, do outro lado, novo erro de um defesa ucraniano - Syrota atrasou mal a bola para o seu guarda-redes -, deixou Rafa Silva à vontade para fazer o segundo (40') e selar definitivamente a eliminatória, se alguém ainda tivesse dúvidas. E dois minutos depois coube a Neres apontar o 3-0, concluindo de pé esquerdo um contra-ataque exemplar a passe de Gonçalo Ramos, estreando a sua conta no Benfica.

Após um intervalo que permitiu aos adeptos aplaudirem os jovens campeões intercontinentais de sub-20 que bateram o Peñarol em Montevideu, a segunda parte começou com uma infelicidade para os lisboetas, quando Rafa Silva e Gonçalo Ramos chocaram de cabeça na área ucraniana. Sem necessidade de arriscar, o goleador, a sangrar, foi substituído pelo estreante Musa. O seu colega sairia perto dos 70 minutos, quando Schmidt decidiu refrescar o onze, numa altura em que o ritmo já se assemelhava mais a um jogo-treino do que a uma qualificação para a Champions - mesmo assim, o Benfica esteve sempre mais perto de ampliar a marca em várias ocasiões do que de sofrer um golo nas tímidas aproximações do Dínamo (Sydorchuk tentou marcar do meio-campo, no melhor momento dos kievitas). Venha então a Liga dos Campeões com um trio português pelo segundo ano consecutivo.

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