BBC fecha sites de comida, viagens e notícias para poupar milhões

A estação vai fechar várias das suas plataformas "online" para cumprir plano de poupança de 19 milhões de euros.
Publicado a
Atualizado a

Há quase um ano que o parlamento britânico discute reformas para o funcionamento da BBC. As primeiras medidas concretas foram anunciadas esta terça-feira pela estação pública, que decidiu fechar várias das suas plataformas online, de modo a cumprir um plano de poupança de 15 milhões de libras (19 milhões de euros), cerca de 15% do seu orçamento editorial.

Como resultado, nos próximos doze meses serão fechados os "sites" da BBC Food; do segmento da rádio BBC1 "Newsbeat", que irá direcionar os seus conteúdos para a BBC News; da BBC Travel; e da revista online da BBC News, que passará a publicar os seus artigos na secção de atualidade. Também deixarão de existir índices de notícias locais para mais de 40 áreas geográficas do Reino Unido, bem como o serviço iWonder, que responde a perguntas dos espectadores sobre todo o tipo de temas.

"A Internet requer que a BBC se redefina, mas não a sua missão. Deixaremos de fazer algumas coisas em que estamos a duplicar o nosso trabalho, como por exemplo a gastronomia ou as viagens, que já têm serviços maiores e com melhores recursos no mercado", explicou o responsável pela pasta da BBC News e dos assuntos de atualidade, James Harding.

A proposta que está a ser menos bem recebida pelo público é a do fecho da BBC Food, que prevê a eliminação de cerca de onze mil receitas apresentadas em programas culinários (quanto às receitas de futuros programas, estarão disponíveis apenas durante 30 dias). Como forma de tentar salvar o arquivo de receitas da estação pública, foi aberta uma petição "online", que já conseguiu quase 100 mil assinaturas.

Estas medidas foram anunciadas depois de, na semana passada, o Governo de David Cameron ter publicado o white paper, documento com propostas governamentais destinado a introduzir reformas na BBC, tais como acabar com os programas de entretenimento das manhãs e das tardes, apostar numa maior diferenciação na oferta dos canais de televisão e das rádios e numa maior transparência na forma como os 3,1 mil milhões de euros do orçamento são aplicados.

Artigos Relacionados

No stories found.
Diário de Notícias
www.dn.pt