Um bloco de uma arriba com cerca de seis metros de altura ruiu pelas 21:30 de sexta-feira, e apesar de não ter havido feridos, as autoridades apelaram aos banhistas para respeitarem as zonas de segurança..Contudo, a Lusa constatou no local, que alguns banhistas continuam a ignorar os avisos que alertam para os perigos, mantendo-se em locais perigosos, com risco para a própria vida.."Agora, durante dois ou três dias não se expõem tanto, mas a partir pouco ligam ao que nós dizemos", disse à Lusa um dos nadadores-salvadores daquela praia..Segundo Ruben Borges, as pessoas "respeitam muito pouco os avisos e colocam-se junto às arribas", apontando para um casal junto às arribas, a escassos metros do local onde se deu a derrocada..De acordo com Ruben Borges, ao longo dos três anos em que presta assistência naquela praia, "não houve qualquer acidente com banhistas", apesar de se registarem "pequenas derrocadas pontuais"..A área onde ocorreu a derrocada, com cerca de 40 metros quadrados, encontra-se vedado ao público, e não afeta o normal funcionamento daquela praia, frequentada na sua maioria por turistas estrangeiros..A Autoridade Marítima mantém o apelo para que os veraneantes respeitem "escrupulosamente a sinalética de aviso de perigo" e não se colocarem debaixo de arribas..A responsável da Administração da Região Hidrográfica (ARH) do Algarve, Valentina Calisto, adiantou à Lusa que "em princípio não haverá necessidade de remoção de blocos da arriba". A mesma responsável acrescentando que os técnicos vão recolocar a sinalética de perigo no local.