A introdução de bandas estrangeiras no cartaz do Festival Tejo é vista, pela generalidade dos visitantes, como uma boa aposta da organização. Na tentativa de alargar o leque de propostas musicais, o evento foi pela primeira vez buscar nomes da música além fronteiras.. Para um festival que já vai na sexta edição, e que tinha por norma contratar apenas nomes da música nacional, introduzir bandas como Asian Dub Foundation e Transglobal Underground parece ter sido a melhor aposta da produtora 365, que em conjunto com as câmaras municipais do Cartaxo e da Azambuja, realiza o evento. De facto, foram as bandas estrangeiras que constituíram o maior chamariz desta edição. "Os grupos estrangeiros são uma mais-valia para o festival, porque apesar de termos muito boas bandas portuguesas. E estas são excelentes", diz Ricardo, 20 anos, estudante, que confessa ter sido atraído para o festival pelos Asian Dub Foundation. Esta opinião é partilhada pela maioria do público que, juntamente com os Transglobal Underground, elege as bandas internacionais como as melhores do sábado, apesar de terem sido os Blasted Mechanism, grupo português, quem proporcionou os momentos apoteóticos desta noite..O pó em frente ao palco funciona, de certa forma, como medidor do impacto da música de uma banda sobre a audiência. No entanto, é também alvo das críticas de muitos visitantes. Porque se é verdade que um espaço amplo com o palco ao centro e com uma inclinação no pavimento de areia solta constitui um anfiteatro natural, o facto é que a escolha deste local para esta edição do evento, que o ano passado se realizou no Cartaxo, acabou por gerar algum incómodo para muitos visitantes. Como afirma Paulo, 26 anos, "a ideia de escolher um espaço inclinado para o palco até é boa, mas é inclinado e escorregadio de mais"..O pó e as melgas podem ter incomodado alguns, mas qualquer destes inconvenientes foi facilmente abafado pelo som das bandas escolhidas para animar a noite de sábado, fossem elas portuguesas ou internacionais.