Bacalhôa sustentável para atrair mais turismo de qualidade
Cem anos depois da fundação, a Bacalhôa Vinhos de Portugal está a fazer uma verdadeira revolução com a sustentabilidade a ocupar o papel principal numa transformação que inevitavelmente passará pela robotização, rumo à maior profissionalização possível. "Queremos chegar a 2025 com mais de 90% da energia que consumimos produzida em casa", assumem Renato Berardo e Eduardo Medeiro. Os homens que lideram o grupo sabem que a ambição é grande, mas já têm passos firmados nesse caminho e acreditam que a multiplicação dos atuais 22% de autogeração baseada no fotovoltaico pode acontecer num par de anos com a evolução da indústria das baterias.
"É uma mudança que leva tempo, mas é o objetivo que traçámos. Uma empresa como a Bacalhôa, que consome 6 milhões de KW/h por ano, tem de procurar mais eficiência nos equipamentos, na rega, no enoturismo, na produção, em tudo. Isso vai levar a uma mudança brutal, porque tudo o que é viável ser feito de noite poderá sê-lo. O que é fundamental sobretudo pela vantagem sustentável."
O investimento feito até agora para garantir os 22% de autogeração ascendeu a 500 mil euros. O que preveem aplicar nos próximos quatro anos para quadruplicar a capacidade energética com baterias eficientes fará ascender o total a 2 milhões. Nada que os faça vacilar: "É preciso avançar, não só pelo fator económico, mas pela sustentabilidade; se no fim do dia conseguimos fazer melhor e poupar, estamos à espera de quê? É uma decisão fácil. O trator pode ser fotovoltaico, pode trabalhar 24 horas por dia, ter capacidade para correr o dobro da área e com menor impacto no terreno... Estamos a ver um futuro fabuloso."

