Autópsia à bebé de 11 meses indica morte por asfixia

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A autópsia ao corpo da criança que no passado domingo deu entrada já morta no hospital de Gaia foi inconclusiva em relação aos maus tratos, indicando que a bebé morreu por asfixia, devendo agora serem pedidos exames complementares. Os pais da criança, de 22 e 21 anos, foram interrogados pela Polícia Judiciária logo após terem transportado a filha ao hospital. Acabaram por ser libertados ao fim da noite de terça-feira, uma vez que os indícios de maus tratos não eram conclusivos.

O corpo da bebé será hoje entregue aos pais que ainda não estão livres de uma acusação por parte da Justiça. Apesar de os sinais de maus tratos parecerem afastados, de acordo com o sitePortugalDiário, resta saber se a morte da bebé se ficou a dever a negligência dos pais. Estes terão dito à polícia que a encontraram morta na cama. Foram os hematomas na cara e na cabeça que levaram a equipa médica do serviço de urgência do Hospital Santos Silva a alertar as autoridades para um possível quadro de maus tratos.

Marco António Costa, representante da autarquia na comissão de protecção de crianças e jovens disse ao DN que todos os que contactaram com os pais ficaram "com a convicção de que se terá tratado de um acidente" e refere, recorrendo aos testemunhos das técnicas da comissão, que o outro filho "era um miúdo muito estimado". A criança, de três anos, foi entregue aos avós até que a situação seja esclarecida.

Em Vila d'Este, os vizinhos do jovem casal não acreditam que a criança tenha morrido devido a maus tratos. "São boas pessoas e muito bons pais. Aqui, na urbanização, ninguém pode dizer o contrário. As crianças andavam sempre bem tratadas, limpas e muito bem educadas", refere Madalena Beleza, empregada do Café Petisco que os jovens frequentavam por se situar perto do bloco 99 de Vila d'Este onde residem.

"A mãe deu-lhe o leite antes de a deitar e, de manhã, quando acordou, encontrou a menina negrinha num dos lados. Estava já morta. Aquilo foi qualquer problema de saúde que a menina teve de forma súbita", acrescenta outra residente na urbanização. Também Licínia Pereira diz que qualquer acidente terá acontecido. "Não são conhecidos por serem pessoas violentas e nem os vizinhos que moram no bloco deles alguma vez ouviu barulhos que possam indiciar isso", referiu ao DN.

No entanto, consta-se na vizinhança que o casal terá dado uma festa de carnaval em casa na noite de segunda-feira. "Sabe como é a juventude, no meio da confusão é provável que a menina se tenha magoado", acrescenta a moradora.

A Associação dos Proprietários da Urbanização de Vila d'Este lamenta o incidente e disponibilizou equipas dos Gabinetes Psicossocial e Jurídico. Até ao final da tarde de ontem a oferta não tinha sido aceite pela família. "São pessoas das quais não conhecemos qualquer indicador de violência por isso estamos a oferecer todo o apoio neste momento infeliz", afirmou ao DN António Moreira presidente da associação.

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