"As milhares de queixas que os matosinhenses têm vindo a fazer quanto à recolha de lixo no concelho, vem provar que a denunciada opacidade do concurso e da adjudicação feita à empresa vencedora foi absolutamente contrária aos interesses dos munícipes", referiu, citado num comunicado enviado à Lusa. .António Parada frisou que o lixo continua a "amontoar-se" nas ruas, criando um "verdadeiro caos" nas ruas deste concelho do distrito do Porto. .Na sua opinião, a salubridade pública está posta em causa e, apesar das reiteradas promessas de resolução do problema por parte da autarquia e da empresa concessionária, o problema "ameaça eternizar-se"..Recordando declarações feitas pelo presidente da autarquia, que admitiu que o problema deriva de falhas de organização e de meios patenteados por parte da nova empresa concessionária, o candidato às eleições autárquicas de outubro questionou como é que a empresa conseguiu chegar ao fim do concurso e vencê-lo, se não dispõe dos meios para fazer face à recolha de lixo. ."O caderno de encargos não era explícito quanto às condições mínimas, em termos de meios que cada empresa participante devia apresentar", perguntou ainda, revelando já o ter solicitado em reunião de câmara, mas não lhe ter sido facultado, algo que "estranha". .Para António Parada não é admissível que um concelho como Matosinhos esteja à mercê de um serviço que "não está à altura das suas responsabilidades", realçando não perceber como é que um mês decorrido sobre o início da concessão ainda esteja em fase de "organização". ."Os matosinhenses estão fartos de viver paredes meias com amontoados de lixo com todos os inconvenientes que isso traz à vida das pessoas e à sua atividade económica", considerou, frisando que os "cheiros nauseabundos" à porta de restaurantes não são um bom cartão-de-visita para todos aqueles que têm Matosinhos nos seus roteiros gastronómicos..Segundo o candidato, "esta é mais uma prova de que a Câmara Municipal de Matosinhos necessita de uma mudança clara, de ideias frescas e de uma equipa que pense sempre em primeiro lugar naquilo que é melhor para o concelho".