"Iremos, de forma concertada, continuar a acompanhar durante os próximos dias o funcionamento das Unidades Hospitalares de Chaves, Vila Real e Lamego, nomeadamente no que diz respeito ao processo relativo ao impacto da aplicação das 35 horas, sem prejuízo de serem adotadas outro tipo de medidas que garantam a qualidades dos serviços prestados, a gestão racional dos recursos e a satisfação das necessidades das nossas populações", disseram num comunicado conjunto, emitido pela Câmara Municipal de Vila Real. .O Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro (CHTMAD), em Vila Real, vai encerrar provisoriamente 48 camas em diferentes especialidades devido à entrada em vigor do período normal de trabalho para as 35 horas, adiantou hoje esta unidade de saúde. .Numa resposta escrita à Lusa, depois dos deputados do PSD eleitos pelo círculo de Vila Real terem denunciado esta situação, o centro hospitalar revelou que no Hospital de Vila Real encerram 30 camas nas áreas da Medicina, Cirurgia e Mulher/Criança, em Lamego fecham seis em Cirurgia e Medicina e, em Chaves, encerram 12 na Medicina.."Reitera-se que o encerramento destas camas tem caráter provisório, sendo que a tutela já autorizou a contratação de mais 59 profissionais das várias classes, esperando que estas novas contratações possam ajudar a reduzir o impacto destas 35 horas", frisou..Os autarcas Ângelo Moura (Lamego), Rui Santos (Vila Real) e Nuno Vaz (Chaves), todos eleitos pelo PS, avançaram que na sequência dos contactos realizados, o Ministério da Saúde assegurou que irá ser efetuado um acompanhamento de proximidade à concretização do plano definido para aplicação do período das 35 horas, através das estruturas centrais, regionais e locais, tendo em conta as especificidades do CHTMAD, nomeadamente as decorrentes da limitação do número de recursos humanos, garantindo que esta instituição será objeto de uma discriminação positiva..Congratulando-se com a implementação do horário de trabalho que "repõe" os direitos dos profissionais envolvidos, os presidentes de câmara referiram que "de imediato" desenvolveram as diligências necessárias para serem garantidos os recursos humanos adequados ao normal funcionamento do centro hospitalar para assegurar a continuação da qualidade dos cuidados de saúde prestados aos utentes.