Em 19 de junho, o CADE, equivalente à Autoridade da Concorrência portuguesa, deferiu o pedido feito pela operadora de telecomunicações brasileira Oi relativamente ao seu aumento de capital, processo já aprovado pelo regulador das telecomunicações do país..Em comunicado hoje, a Oi "vem informar aos seus acionistas e ao mercado em geral que tomou ciência do transcurso em branco do prazo cabível para apresentação de manifestações contrárias ao despacho do Conselho Administrativo de Defesa Económica que deferiu o pedido da Oi pelo não conhecimento da operação de aumento de capital" da empresa mediante a capitalização de parcela dos créditos quirografários dos credores..Perante isso, "com a plena confirmação da referida decisão, o processo no CADE foi concluído e arquivado, encontrando-se devidamente verificadas ou dispensadas todas as condições precedentes estabelecidas no plano para a realização do aumento de capital", acrescenta a operadora que tem a portuguesa Pharol entre os seus principais acionistas..De acordo com a Oi, este aumento de capital será realizado através da emissão de entre 1.039.868.479 a 1.756.054.163 novas ações, a um preço de sete reais (1,60 euros) por ação, com o montante total da capitalização de créditos a ser de, no mínimo, 7.279.079.353,00 reais (1,6 mil milhões de euros) e de, no máximo, 12.292.379.141,00 reais (2,8 mil milhões de euros)..No âmbito desta operação, os credores da Oi têm até 16 de julho para exercer direito de preferência sobre as ações emitidas..A Oi está num processo de recuperação judicial desde 2016 com o objetivo de reduzir o passivo da empresa, que ronda os 65,4 mil milhões de reais (cerca de 16 mil milhões de euros)..O Plano de Recuperação Judicial propõe-se a reduzir o passivo da empresa, através da conversão de 72,12% da dívida suportada pelos credores, aos quais serão concedidos direitos sobre a companhia..A portuguesa Pharol é acionista de referência da Oi, com 27% das ações, percentagem que deverá descer com a conversão de créditos..A Pharol tem vindo a mostrar-se contra este Plano de Recuperação Judicial.