Atirou a matar por lhe negarem copo de vinho

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Sexagenário arrisca pena de quatro anos de prisão efectiva

O sexagenário que está a ser julgado pelo Tribunal de Viana do Castelo pela autoria de um tiro num café, depois de o proprietário lhe ter negado um copo de vinho, conhece hoje a sentença, arriscando mesmo uma pena de prisão de quatro anos.

O arguido, Júlio Azevedo, pescador reformado, é acusado de um crime de homicídio qualificado, na forma tentada, de ofensas à integridade física e de posse de arma proibida, crimes que o Ministério Público (MP) deu como provados.

Durante o julgamento, várias testemunhas afirmaram que o sexagenário teria intenção de matar, tendo em conta ameaças anteriores ao proprietário do café. O arguido afirmou não se recordar dos factos, admitindo ter passado o dia "a beber". Os factos remontam à noite de 5 de Setembro de 2006, quando Júlio Azevedo entrou no café, na freguesia de Chafé, apresentando "sinais de estar alcoolizado", como contou o proprietário e ofendido neste processo.

José Cruz diz ter negado servir o copo de vinho ao arguido, tendo em conta a sua situação e que na resposta o sexagenário o ameaçou de morte, abandonando depois o estabelecimento. Uma hora mais tarde voltaria ao café mas apontando uma arma de calibre 12mm, carregada e com dois cartuchos, à cabeça de José Cruz, a uma distância de 50 centímetros. "Vi o buraco da arma apontado a mim. Não tenho dúvidas que me queria matar", relatou o comerciante, que ainda foi a tempo de desviar o cano da caçadeira, mas sem evitar o disparo. A munição acabaria por atingir um vidro da porta e, fazendo ricochete, atingiu, na perna, o visado, que teve de receber tratamento médico. De pronto, também os filhos da vítima e alguns clientes conseguiram imobilizar o alegado agressor.

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