Atirador de Las Vegas disparou contra segurança do hotel antes do massacre

As autoridades indicam agora que o autor do massacre de Las Vegas disparou contra um segurança do hotel seis minutos antes do tiroteio
Publicado a
Atualizado a

A polícia norte-americana revelou esta segunda-feira que o atirador de Las Vegas, Stephen Paddock, disparou contra um segurança do hotel onde estava antes de começar a disparar contra a multidão do Route 91 Harvest Festival, matando 58 pessoas.

O xerife do condado de Clark, Joseph Lombardo, anunciou que o segurança, Jesus Campos, estava a investigar um alarme acionado por uma porta que foi deixada aberta perto do quarto de Paddock. E por volta das 9:59 da noite (hora local) o segurança foi baleado na perna.

Aparentemente, o segurança foi detetado pelo atirador através de câmaras de vigilância instaladas por Paddock fora do quarto de hotel, disse a polícia.

Stephen Paddock, de 64 anos, começou os disparos a partir de um quarto do hotel Mandalay Bay Resort and Casino contra as pessoas que assistiam a um concerto ao ar livre às 10:05 (hora local) matando 58 pessoas e ferindo centenas.

Segundo a CNN, as autoridades afirmaram na semana passada que o segurança tinha sido baleado durante o tiroteio quando se aproximou do quarto onde se encontrava Stephen Paddock.

O novo cronograma revelado pelas autoridades indica que Paddock disparou sobre o segurança numa perna seis minutos antes de começar o tiroteio, o qual durou cerca de dez minutos, e depois cometeu suicídio.

O xerife Joseph Lombardo disse que o FBI ainda está a tentar avaliar o estado mental de Paddock.

O autor do massacre de Las Vegas era um jogador de póquer inveterado que tratava a ansiedade com calmantes Valium.

Em 2013 Paddock apresentou uma queixa contra o hotel-casino Cosmopolitan, em Las Vegas, por ter escorregado no chão molhado e apresentou ao seu advogado uma exposição com 97 páginas sobre o caso. Os documentos foram agora obtidos pela CNN e entregues ao FBI.

"Eu jogava toda a noite (...) e dormia de dia", relatou no depoimento, sublinhando que não bebia álcool em frente à máquina, porque "com o que está em jogo, quer-se estar na posse de todas as capacidades".

"Ninguém jogava tanto e durante tanto tempo como eu", explicou ao advogado, acrescentando que em 2006 jogava, "em média, 14 horas por dia, 365 dias por ano".

O aposentado, que construiu a sua fortuna no imobiliário, apostava "entre 100 e 1.350 dólares" em cada jogo e até um milhão de dólares por noite e vivia nos casinos, que lhe ofereciam o quarto em "95% dos casos", na sua qualidade de grande apostador.

Paddock afirmou não sofrer de doenças mentais nem de dependência de drogas ou álcool e não ter cadastro.

Admitiu, todavia, tomar um forte ansiolítico para combater a ansiedade, o Valium, prescrito pelo seu médico, a quem pagava "ao ano" para poder consultá-lo quando quisesse.

O caso não incidia sobre armas, tendo Paddock indicado apenas que tinha uma licença de porte de arma, desde que esta estivesse guardada, emitida no Texas.

Artigos Relacionados

No stories found.
Diário de Notícias
www.dn.pt