Os deputados municipais reagiram assim ao Projeto-lei N.º 1004/XII/2.ª, que, subscrito por PS e BE, já foi submetido à Assembleia da República e aguarda agora discussão no Parlamento, na expectativa de que a eventual mudança territorial possa avançar a 1 de janeiro de 2019.."A Assembleia Municipal da Feira deliberou, sem mais considerandos, rejeitar o Projeto-lei N.º 1004/XII, no que contou com 48 votos a favor, dos quais 34 do PSD, 12 do PS, 1 do CDS e 1 da CDU", disse à Lusa o presidente desse órgão autárquico, Amadeu Albergaria. .A deputada socialista Carla Adriana Pinto votou contra, juntando-se assim ao Bloco de Essquerda e ao movimento "Mais Milheirós". A única abstenção também se registou entre o PS, por parte de Manuel Oliveira Almeida..O tema da alteração ao território da Feira já estivera em discussão em meados de outubro na Assembleia de Freguesia de Milheirós, mas, nesse caso, a passagem dessa localidade para o concelho contíguo de São João da Madeira foi apoiada com o voto favorável dos cinco elementos da organização cívica "Mais Milheirós", que nesse órgão estão em superioridade numérica face a quatro elementos do PSD..Na Assembleia Municipal, contudo, os sociais-democratas têm maioria absoluta e poderiam até aprovar sozinhos a moção que recomenda a manutenção do concelho nos seus moldes atuais, mas nesse objetivo foram apoiados pela quase totalidade da bancada do PS, que assim se manifestou contra o projeto-lei submetido ao Parlamento pelos deputados da Nação da mesma cor partidária..Para o social-democrata Amadeu Albergaria, a sintonia verificada sexta-feira entre os deputados locais do PSD e do PS comprovou "o interesse comum em manter Milheirós como parte integrante do concelho da Feira". Demonstrou também que o projeto-lei a aguardar discussão no Parlamento, embora assinado por BE e PS, foi subscrito à revelia dos socialistas "que realmente conhecem o município".