Ases pelos ares no circuito da mais louca corrida aérea

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Mais de 200 mil pessoas acompanharam no porto de Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos) a primeira prova da Red Bull Air Race, um campeonato aeronáutico que se pretende assumir como a Fórmula 1 da aviação e que poderá passar por Portugal nos próximos anos.

Embora as corridas aéreas tradicionais se realizem desde os anos 20 do século passado, a modalidade conheceu um novo impulso quando, em 2003, o húngaro campeão do mundo de acrobacias, Peter Besenyei, montou um projecto destinado a revolucionar as corridas tradicionais, baseadas apenas na velocidade, acrescentando-lhe elementos que, além desta característica, colocam em destaque as acrobacias e virtuosidade do piloto.

Seguindo esta nova filosofia, surgiu, nesse mesmo ano, na Áustria, o AirPower03, abrindo uma nova era na competição aérea. A espectacularidade das provas fundamenta a razão por que a Red Bull Air Race se tornou no evento desportivo que mais pessoas atraiu em toda a história dos Emirados Árabes.

Em Abu Dhabi, o melhor compromisso entre a velocidade e a perfeição das manobras foi conseguido, com alguma surpresa, pelo americano Kirby Chambliss, tripulando um Edge 540, que contrariou o favoritismo do seu compatriota Mike Mangold, um ex-Top Gun da US Air Force. Chambliss, que começou a tripular aeronaves aos 13 anos, é piloto da Southwest Airlines e duplo de cinema em filmes de aviação.

Disputada ao cronómetro, a Air Race desenrola-se num percurso com cerca de 1,4 km de comprimento balizado por pilões infláveis com 19 metros de altura colocados a cerca de 10 a 14 metros uns dos outros.

Cada corrida é composta por quatro sessões, duas delas de qualificação, sendo os pilotos obrigados a cumprir o trajecto predefinido, por entre os pilões, no menor tempo possível, mas cumprindo uma coreografia acrobática, que chega a ser arrepiante para os espectadores, já que a maior parte das manobras se desenrola numa altitude muito baixa.

A velocidades superiores a 400 km/h os pilotos chegam a ser submetidos a forças superiores a dez G, o que dá ideia da dificuldade das manobras e da prova reservada apenas para a elite mundial da aviação.

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