As canções de amor para os dias de hoje

"O Bosque dos Quincôncios", de Grégoire Leprince-Ringuet
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A juventude poética. Coisa rara em cinema. Rara sobretudo nesses dias. Grégoire Leprince-Ringuet, jovem ator dos filmes de Téchiné e Honoré, estreia-se como realizador com um filme todo escrito em rima com verso alexandrino e vários números musicais. Trata-se sobretudo de deixar à solta uma força de juventude (Ringuet tinha 26 anos quando começou as filmagens) e isso nota-se, para o bem e para o mal. O filme tem os problemas de muitas primeiras obras e os trunfos da urgência de um olhar sem vícios, sendo que a força coreográfica dos quadros com canções atingem uma pureza que podem fazer inveja a um Christophe Honoré, cineasta que parece ter esgotado o seu fulgor romanesco em As Canções de Amor, onde este realizador estreante estava lá ainda muito novinho.

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Esta história de amor de um parisiense divido entre duas mulheres teve honras de estreia na seleção oficial de Cannes.

Classificação: *** bom

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