Argentina denuncia espionagem a 100 figuras políticas

O Governo argentino denunciou na sexta-feira que as contas de correio eletrónico de mais de uma centena de figuras políticas do país foram alvo de espionagem e garantiu que o caso vai ser levado à Justiça.
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O ministro dos Negócios Estrangeiros da Argentina, Héctor Timerman, declarou à imprensa, depois da cimeira do Mercosul, em Montevidéu, no Uruguai, que recebeu um "envelope fechado com uma lista com mais de 100 pessoas que incluía os seus endereços de correio eletrónico e palavras-passe", de acordo com a agência oficial argentina Télam.

"Recebi a lista de um funcionário de um país que participa na cimeira e recebeu a mesma de um terceiro país", explicou.

De acordo com a Télam, o governante defendeu que "evidentemente isto pode tratar-se de uma rede de espionagem" com origem no exterior, sem identificar o país.

Depois da insistência dos jornalistas, o ministro disse que lhe "tinham pedido segredo" sobre a origem da espionagem.

Entre os nomes das personalidades alegadamente alvo de espionagem está o vice-presidente argentino Amado Boudou, o ministro da Justiça e Direitos Humanos Julio Alak, a deputada da oposição Victoria Donda, entre outros.

Timerman disse que divulgou a lista com os nomes a pedido da Presidente argentina, Cristina Kirchner.

Esta revelação do Governo argentino aconteceu horas depois de os países do Mercosul terem condenado a espionagem dos Estados Unidos na região numa declaração conjunta dos presidentes de Argentina, Brasil, Uruguai e Venezuela.

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