Entre 26 de julho e 4 de setembro a campanha "A praia não é um cinzeiro" percorreu 25 praias nacionais - incluindo os Açores e a Madeira -, com a distribuição de cinzeiros e ações de recolha de beatas do areal a servirem de mote à sensibilização da população para a necessidade de manter as praias limpas e preservar o ambiente. No final das sete semanas, a campanha somou 13 700 cinzeiros distribuídos e várias centenas de litros de beatas retiradas das praias. No futuro a campanha poderá chegar às zonas rurais e a vários monumentos nacionais..Com início em Santo Amaro de Oeiras e término na Calheta, Ilha da Madeira, a iniciativa da Tabaqueira, em parceria com o Diário de Notícias, Jornal de Notícias e TSF, contou com a parceria de várias entidades locais. Como explicou no início da campanha Rui Minhós, diretor institucional de Assuntos Institucionais da Tabaqueira, o objetivo foi multiplicar os contactos com os veraneantes e fazer passar a mensagem "de que é necessário fazer o correto descarte dos resíduos provenientes dos produtos de tabaco"..Os filtros dos produtos de tabaco são produzidos à base de acetato de celulose, um bioplástico que se degrada lentamente. Sendo dos resíduos mais presentes na natureza, uma grande percentagem de beatas acaba nos oceanos, nos rios e nas praias de todo o mundo. A campanha "A praia não é um cinzeiro" insere-se na estratégia de sustentabilidade da Tabaqueira e do grupo Philip Morris International (PMI) que tem por objetivo reduzir em 50% os resíduos plásticos que resultam dos seus produtos até 2025 (face aos valores de 2021)..A Câmara Municipal de Caminha foi uma das parceira da iniciativa, com o seu presidente , Miguel Alves, e o presidente da Junta de Feguesia de Vila Praia de Âncora, a participarem na ação de plogging - conceito que alia a prática de exercício físico à recolha de lixo -, que reuniu cerca de uma centena de voluntários naquela praia nortenha.."Vila Praia de Âncora não é um cinzeiro, as nossas praias não são um cinzeiro, e é por isso que temos quatro praias atlânticas Bandeira Azul, uma praia fluvial Bandeira Azul e gostaríamos de preservar essa marca azul que temos no nosso território", referiu Miguel Alves na altura.."As pessoas podem não ter a noção, mas uma beata pode demorar até 10 anos a degradar-se no meio ambiente. Mas, pior do que isso, essa beata não é um produto neutro, tem vários produtos químicos que são tóxicos", alertou o autarca que apelou à consciencialização e responsabilidade de todos. Um apelo a que responderam os voluntários de Vila Praia de Âncora onde, em pouco mais de uma hora, foram recolhidos 52 litros de pontas de cigarros..A praia de Santa Eulália, no Algarve, também foi cenário da iniciativa. "Esta ação que visa, acima de tudo, a sensibilização dos utentes das praias, mas também a recolha das beatas do areal, tem um resultado imediato na limpeza da praia e, também, mais importante, uma mensagem de educação e ensinamento que terá um resultado a longo prazo, na protecção dos nossos oceanos, rios e praias", refere Karine Brites, diretora do resort Grande Real Santa Eulália, que se associou à iniciativa..Envolver o colaborador, envolver o cliente e apoiar a comunidade local. Estes são os eixos que norteiam a política de responsabilidade social e ambiental do Real Hotels Group. "Nas decisões que tomamos, consideramos as comunidades onde estamos inseridos e o ambiente onde operamos através do investimento em infraestruturas que colmatam necessidades e apoios", garante Mariana Brodheim, diretora de Marketing do grupo, que sublinha o esforço diário da empresa na minimização da pegada ambiental.