São seis os hospitais públicos que já estão a recorrer à Clínica dos Arcos para a realização de abortos. Mas há mais quatro acordos prestes a ser assinados, disse ao DN Yolanda Hernández, a directora do estabelecimento. Esta semana os processos estarão completos, mas a responsável admite "estar a ser contactada por outros hospitais" além destes dez. Um sinal de que os serviços não conseguem responder às solicitações de todas as mulheres..Jorge Branco, coordenador nacional para a saúde reprodutiva, disse ao DN que "o processo está a correr bem, embora haja alguns hospitais mais oleados do que outros". Para já, apenas tem conhecimento dos seis hospitais com parcerias com Los Arcos e aponta que "a maioria das solicitações foi motivada pela objecção de consciência". .Yolanda Hernández refere que "tem recebido muitos pedidos e telefonemas de mulheres". As senhoras encaminhadas pelos hospitais públicos são em número muito elevado", reconhece. A objecção de consciência é, de facto, um elemento de peso para a parceria. Porém, ressalta, "as unidades públicas estão muito saturadas". .Jorge Branco lembra que há duas clínicas privadas licenciadas para a interrupção voluntária da gravidez e afirma ter conhecimento de "mais uma que está em processo de licenciamento", refere. Só na Maternidade Alfredo da Costa, em Lisboa, foram realizadas 44 interrupções da gravidez na semana passada, 38 médicas e seis através de cirurgia. A Direcção-Geral da Saúde não tem números globais sobre as intervenções, mas espera que até dia 20 de Agosto os hospitais comecem a declarar os que já foram realizados..Prevenção é prioridade.No próximo ano lectivo vai entrar em força o Programa Nacional de Saúde Reprodutiva, iniciativa que pretende reduzir o número de abortos no País através da prevenção. Jorge Branco considera essencial "prevenir e incentivar jovens e adultos a prevenir a gravidez", avançando que vão ser criadas várias iniciativas em parceria com as escolas e centros de saúde. .A ausência de pílulas em diversos centros de saúde é algo que "tem de ser resolvido a partir de Setembro", bem como a sensibilização de jovens em consultas de planeamento.|