A decisão foi tomada na última quinta-feira, na reunião do conselho diretivo do ISP, e implica a fusão por incorporação da Império Bonança na Fidelidade Mundial, com a consequente transferência de carteira e extinção da sociedade incorporada, bem como com a alteração da firma da seguradora incorporante para Fidelidade Companhia de Seguros..Esta fusão enquadra-se no processo de reestruturação do Grupo Caixa Seguros e Saúde, que em virtude do acordo estabelecido no ano passado entre Portugal e a 'troika' deverá ser privatizado ainda este ano..No projeto de fusão, que foi registado no final de outubro no Portal da Justiça, lê-se que esta operação "constitui uma oportunidade de maximizar a eficiência da gestão do capital do grupo, de concluir a integração operacional, de simplificar os processos, de aperfeiçoar a partilha de infra-estruturas de suporte, tudo de modo a assegurar uma ainda mais eficiente afetação de recursos"..O Estado, acionista único do Grupo CGD, aprovou esta fusão a 25 de outubro e, no início de novembro, em declarações ao jornal i, o presidente da Império Bonança e Fidelidade Mundial, Magalhães Correia, garantiu que a fusão não é uma resposta às exigências da 'troika', embora tenha reconhecido que a operação "torna mais fácil burocraticamente a alienação" do negócio segurador..Magalhães Correia explicou que o processo de integração das duas seguradoras teve início em 2005, logo após a aquisição da Império Bonança pela Fidelidade Mundial. "Até 2008 realizámos a integração do 'back-office', iniciando depois a inclusão do 'front-office'. Este é o passo final da fusão, que permitirá uma gestão mais eficiente de clientes e de intermediários por se concentrar numa única companhia", comentou à referida publicação. .Mais recentemente, aquando da divulgação das contas de 2011, em meados de fevereiro, o presidente executivo do Grupo CGD, José de Matos, considerou que as unidades de seguros e de saúde da entidade são "ativos apetecíveis".."A área seguradora já deu lucros no ano passado [35 milhões de euros que ultrapassariam os 100 milhões de euros caso não tivesse em carteira títulos de dívida soberana grega] e a área da saúde está em recuperação. Presumo que são ativos apetecíveis", afirmou o presidente executivo do banco público..E reforçou que "haverá interessados em bons negócios", explicando que ambas as áreas foram reestruturadas nos últimos tempos, em processos que classificou de "difíceis e trabalhosos"..O responsável, que antes tinha sublinhado que a intenção de venda destas unidades já era anterior às negociações para o resgate financeiro a Portugal, revelou que a CGD tem intenção de, após a alienação, "manter a relação, importante do ponto de vista comercial, com estas áreas, sobretudo, com os seguros"..Sobre os trabalhos em curso para a venda dos seguros e da área da saúde, José de Matos disse apenas que o processo "está a ser preparado no novo quadro de venda, feita do balanço para o mercado"..A venda destes ativos está prevista no plano de financiamento e capitalização entregue pela CGD às autoridades no final de janeiro, confirmou ainda o banqueiro..As seguradoras que agora se unem têm uma quota de mercado superior a 30 por cento em Portugal.