Miguel Oliveira, o novo master sushi chef do restaurante Bonsai, no Fontana Park Hotel, em Lisboa, promete revelar alguns truques todos os sábados, entre as 17.30 e as 19.30. .Nos workshops, a parte mais difícil já está pronta: o arroz feito, o peixe e todos os ingredientes cortados. Ainda assim, Miguel Oliveira dá algumas dicas sobre o tempero (chamado sushi su) do arroz (a que também podemos chamar shari), com vinagre e açúcar, e sobre o processo de cozinhar: lavar, repousar durante meia hora, cozer durante mais ou menos uma hora, colocar numa tigela e temperar "mexendo bem para assegurar que cada bago de arroz entrou em contacto com a mistura, mas ao mesmo tempo tendo o cuidado de não o esmagar". Preste atenção a todos as dicas do chef: cozinhar o arroz, espalhá-lo na alga (nori) ou moldá--lo na mão é, talvez, a parte mais difícil de fazer sushi (quem diria?)..Quanto aos outros ingredientes, Miguel Oliveira garante que é fácil comprá-los nos supermercados orientais da capital: as algas, o peixe (também chamado sashimi, pode ser salmão, atum, camarão, etc.), manga, cebolinho, ovas, queijo creme, sésamo, e o que mais se quiser usar. Sem esquecer: o molho de soja, o gari (pickle de gengibre que se come com o sushi e tem a função de limpar o palato entre dois sabores) e o wasabi ("rábano silvestre", condimento para comer com sushi e sashimi). .Quanto a utensílios, além das esteiras para moldar o sushi, é necessário ter uma taça com água (para molhar as mãos). Resta, portanto, pôr a mão na massa, ou melhor, no arroz, e aprender a enrolar. E já não é pouco. Hosomakis (com a alga por fora), uramakis (com o arroz por fora), niguiris (arroz coberto de peixe), temakis (cones) - os alunos podem experimentar fazer o que quiserem.Cada sessão terá quatro a seis pessoas (inscrição necessária) e custa 50 euros. No final, todos comem o que ali produziram, seguindo as dicas do chef: por exemplo, nunca molhar o arroz na soja (deve ser sempre uma parte da alga ou do peixe); intercalar os sabores com um pouco de wasabi ou gengibre; e acompanhar com saké. Sair dali com vontade de praticar muito em casa. Ou de voltar ao restaurante Bonsai.