Angela Merkel apela ao combate da extrema-direita
Merkel viaja para Dachau, no sul da cidade de Munique, na terça-feira, tornando-se no primeiro chanceler alemão a visitar aquele campo de concentração.
A chanceler disse que a visita a Dachau traz "um sentimento de vergonha", porque o que aconteceu nos campos de concentração "é incompreensível".
"Nunca nos devemos resignar de que essas ideias têm um lugar na nossa Europa democrática", afirmou Merkel sobre a extrema-direita, na sua intervenção semanal.
"Sabemos que atualmente vivemos em democracia, mas também sabemos que esta democracia está sempre sob ameaça", acrescentou, referindo que a extrema-direita continua a persistir na Europa.
Os nazis tornaram Dachau um campo de concentração para prisioneiros políticos em março de 1933, semanas depois de Adolf Hitler assumir o poder.
Mais de 200 mil judeus, homossexuais, opositores políticos, pessoas com deficiências e prisioneiros de guerra ficaram detidos em Dachau durante a Segunda Guerra Mundial.
Mais de 41 mil pessoas morreram antes de as tropas norte-americanas libertarem o campo em abril de 1945.

