Analistas do BES e BPI são os melhores de Espanha

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Portugal foi ganhando, nos últimos anos, uma fama muito especial entre os investidores na Bolsa de Madrid: as recomendações feitas por bancos portugueses sobre acções e as suas previsões de resultados das empresas são vistas como um barómetro normalmente certeiro para as decisões de investimento. Como resultado dessa notoriedade, dois analistas do BES e um do BPI foram eleitos entre os cinco melhores de Espanha. E os dois bancos encabeçam a lista das melhores casas de investimento a operar em Madrid.

A estratégia das duas instituições financeiras portuguesas - partilhada ao DN pelos seus responsáveis de análise de investimentos - tem vários pontos em comum. Ambos iniciaram a sua actividade em 1999 - o BES através da aquisição de uma das maiores corretoras espanholas, a Benito y Monjardin - e o objectivo dos dois passou pela procura de "notoriedade" (BES) ou "visibilidade" (BPI). Por outro lado, a exportação dos seus serviços de Bolsa teve como alavanca o facto de, a partir da criação da moeda única, os mercados de Portugal e Espanha terem passado a funcionar numa lógica ibérica, com as empresas de cada país a cruzarem-se na fronteira em busca de diversificar os seus negócios.

Mas entre os mercados português e espanhol há diferenças. De acordo com Ana Negrais de Matos, chefe da equipa de análise (research) do BPI, "há sempre algumas diferenças, nomeadamente em termos fiscais, legislativos, contabilísticos". E também "a diferença de dimensão e diversidade dos dois mercados". Já para os responsáveis do BES Investimento "os dois mercados, por via da diferença significativa de dimensão, têm coberturas distintas" das respectivas acções.

A importância dos prémios

A norte-americana Starmine oficializou, com os seus prémios, a fama que os analistas dos bancos portugueses já têm na comunidade espanhola da Bolsa de Madrid. O BPI ficou em segundo lugar na lista das melhores corretoras do Ibex-35 em 2006 e garantiu o quinto posto na tabela da melhor cobertura de empresas de pequena e média dimensão O seu analista Enrique Soldevila foi eleito o quinto melhor de Espanha.

No que diz respeito ao BES, o banco liderado por Ricardo Salgado foi escolhido como o terceiro melhor na cobertura do Ibex 35. E ficou em quarto lugar na análise das pequenas e médias empresas espanholas. A sua analista Paula Albarrán foi eleita pela Starmine como a melhor de Espanha e Eva Hernández ficou no quatro posto.

Que efeito têm estas distinções na actividade dos bancos em Espanha? Para o BES, "dificilmente atingiríamos os resultados e notoriedade no prazo em que o fizemos". Já segundo o BPI "é muito importante porque muitos investidores usam a Starmine na escolha dos corretores com que trabalham".

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