Americanos autorizados a matar leões marinhos para salvar salmão e truta

O congresso dos Estados Unidos aprovou lei que permite aos cidadãos da Califórnia matar de forma limitada leões-marinhos, espécie que tem dizimado os <em>stocks</em> de salmão e truta.
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Para proteger uma espécie ameaçada, outros animais terão de morrer. O congresso dos Estados Unidos aprovou uma lei que permite aos cidadãos da Califórnia matar leões-marinhos, espécie que tem dizimado os stocks de salmão e truta nos rios locais. Uma autorização, ainda assim, limitada, já que estará sempre dependente de uma licença prévia e que vai ao encontro do que já é feito noutros Estados da costa oeste, como Washington, Oregon e Idaho.

A medida aprovada no mês passado e já assinada pelo presidente Trump muda a Lei de Proteção de Mamíferos Marinhos, de 1972, para levantar a proteção sobre os leões-marinhos na Califórnia, em particular nos rios Columbia e Willamette, tal como já acontece a norte. As autoridades de Estados vizinhos têm autorização para matar um número controlado de animais da espécie e ajudar à reposição de stocks de peixes. "Muitas populações de salmão e truta no noroeste estão ameaçadas, os últimos anos têm sido especialmente difíceis com as alterações nos oceanos e menos salmões têm regressado aos nossos rios", explica à CNN o porta-voz da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica. "Isso faz com que tenhamos menos oportunidades de pesca e menos peixes para alimentar predadores como os próprios leões-marinhos e baleias", acrescenta Michael Milstein.

As autoridades argumentam que a intervenção do governo é importante para proteger espécies essenciais para o ecossistema e as economias locais. "Ajudam a equilibrar o ecossistema ao levarem nutrientes do oceano para os rios, fornecem alimento para muitas espécies predadoras e apoiam a economia local através da pesca comercial ou de recreio", conclui Milstein.

O levantamento da proteção sobre os leões marinhos tem limites, que ainda assim não devem acalmar os defensores dos animais: a lei determina que estes mamíferos devem ser mortos de foram "humana" e com licenças prévias. E impõe ainda uma suspensão de cinco anos sobre a medida caso as populações de salmão e trutas já não precisem de proteção extrema. Neste momento estão na lista das espécies ameaçadas.

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