Os alunos transportam sacos escolares com peso excessivo e quase dois terços queixam-se de dores decorrentes da sobrecarga, revela um estudo de mestrado em Engenharia Humana apresentado na Universidade do Minho..A tese de mestrado de Regina Barros ("Transporte de cargas em populações jovens: implicações posturais decorrentes da utilização de sacos escolares"), apresentada em Dezembro de 2008, demonstrou que a maioria dos alunos analisados apresentavam alterações posturais relacionadas com a carga excessiva do material escolar. As alterações da coluna (hiperlordose lombar) afectavam 69 por cento dos estudantes que foram alvo do inquérito, a protusão dos ombros (ombros para a frente) 59 por cento e a anteriorização do pescoço 49 por cento, motivando queixas de dor..O estudo avaliou a incidência de desvios posturais em estudantes dos 6 aos 19 anos (54 rapazes e 46 raparigas), em escolas públicas e privadas, envolvendo uma amostra de 136 alunos de vários ciclos de ensino. A autora verificou que, tendencialmente, os alunos dos primeiros anos transportam mais do que 10 por cento do seu peso nas mochilas, ao contrário do que recomendam os especialistas, segundo os quais cargas superiores a este valor podem causar dores a nível músculo-esquelético..A tendência só se inverte no 9º e 12º anos. O peso médio dos sacos escolares apresentava valores entre os 4,1 e os 5,4 quilos. Em média, o 1º ano é o que apresenta menos peso e o 6º ano o maior peso.