Alonso vence Schumacher em duelo de gigantes

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Fernando Alonso começou a sua defesa do título de campeão do mundo de Fórmula 1 da melhor forma, vencendo o Grande Prémio do Bahrein, mas teve de suar para bater Michael Schumacher, num verdadeiro duelo de gigantes. O piloto da Renault só conseguiu assumir a liderança depois da segunda paragem nas boxes, mas nunca teve mais de dois segundos de vantagem sobre o alemão, numa corrida emocionante, que só ficou decidida nas últimas voltas.

Com Raikkonen a recuperar de forma verdadeiramente espantosa da última posição da grelha até ao degrau mais baixo do pódio, nesta primeira corrida do ano ficou a ideia de que Renault, Ferrari e McLaren podem ganhar corridas e discutir o Mundial, com a Honda, que viu Button terminar na quarta posição, suficientemente perto das três primeiras para manter intactas as suas ambições.

Como se esperava, os Ferrari tinham-se qualificado com menos gasolina que os seus rivais e, por isso, Michael Schumacher ganhou vantagem a Alonso nas primeiras voltas, enquanto Massa cometeu dois erros e acabou por cair para o último lugar, depois duma muito longa paragem nas boxes.

Alonso não conseguiu superar Schumacher depois do primeiro reabastecimento, mas encostou-se rapidamente à traseira do seu rival antes do segundo reabastecimento, deixando bem claro que era o mais veloz em pista. Por isso não foi uma surpresa que tivesse assumido o comando depois da segunda paragem, mesmo se teve de se defender dum ataque determinado do alemão na entrada da primeira curva.

Alonso controlou bem

Daí para a frente o espanhol nunca ganhou grande vantagem ao ferrarista, mas também nunca esteve sob uma ameaça real, controlando os acontecimentos com a frieza dum campeão: "A luta foi complicada, porque não existe diferença de andamento entre os três melhores carros e mesmo a Honda poderia vencer. Nas primeiras voltas não tinha andamento para o Michael, mas na última fase da corrida não foi difícil ficar na frente, pois conservei os pneus o mais que pude para as últimas voltas, onde pensava que ele teria vantagem. Mas isso não aconteceu e acabou por ser mais fácil do que eu pensava garantir o triunfo."

Schumacher acabou por aceitar bem esta derrota, "porque, depois de termos estado tão mal no ano passado, este resultado é forçosamente positivo. Claro que preferia ganhar, mas perdi apenas dois pontos para o Alonso e o mais importante é que saímos daqui sabendo que temos carro para lutar pelas vitórias e pelo título".

Kimi Raikkonen foi um dos heróis da corrida, ao recuperar 19 lugares a caminho do pódio, mas acabou a prova a defender-se dos ataques de Jenson Button: "Este foi um bom resultado, considerando o que aconteceu na qualificação, mas com pneus usados não foi fácil aguentar o Button nas últimas voltas, pois ele tinha pneus novos." Uma consequência de ter apostado numa única paragem nas boxes, estratégia que, ao fim e ao cabo, deu os seus frutos.

Destaque final para a estreia muito positiva de Nico Rosberg, sétimo colocado e autor da volta mais rápida da corrida, enquanto Barrichello fez uma prova penosa, sem segunda e terceira velocidades, e Fisichella voltou a ser vítima de problemas mecânicos, como aconteceu na maior parte das corridas do ano passado. *Formula Press

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