Aliado de Trump condenado a quatro meses de prisão devido à invasão ao Capitólio

Steve Bannon considerado culpado em julho por duas acusações de desacatos por desafiar uma intimação para testemunhar sobre o motim pelos partidários do ex-presidente.
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O aliado de longa data do antigo presidente Donald Trump, Steve Bannon, foi condenado esta sexta-feira a quatro meses de prisão por recusar testemunhar na investigação do Congresso ao ataque ao Capitólio, a 6 de janeiro do ano passado.

Um dos cérebros por trás a campanha presidencial e da vitória de Trump em 2016, Bannon foi considerado culpado em julho por duas acusações de desacatos por desafiar uma intimação para testemunhar sobre o motim pelos partidários do ex-presidente.

Bannon foi multado em 6500 dólares e autorizado pelo juiz a permanecer em liberdade até apresentar recurso.

A sentença é inferior aos seis meses que o Departamento de Justiça havia solicitado, mas mais do que a liberdade condicional que os advogados de Bannon haviam pedido.

Bannon argumentou que se recusou a comparecer perante a investigação do Congresso por indicação do seu advogado, que considerava que isso violaria um privilégio executivo de Trump, e também por sentir que a investigação teve motivações políticas.

O juiz federal Carl Nichols, no entanto, rejeitou os argumentos, dizendo que Trump nunca afirmou privilégio executivo no caso de Bannon e que os incidentes de 6 de janeiro precisavam de ser investigados.

"Os eventos de 6 de janeiro foram inegavelmente sérios", disse Nichols antes de pronunciar a sentença. "O comité de 6 de janeiro, portanto, tem todos os motivos para investigar o que aconteceu naquele dia", acrescentou, frisando que Bannon não cooperou com o comité nem em questões que não estão ao abrigo de um possível privilégio executivo.

Bannon "não produziu um único documento... e não forneceu nenhum testemunho sobre qualquer tópico", afirmou Nichols.

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