Aguiar-Branco diz que agressões nos Pupilos são uma exceção
José Pedro Aguiar-Branco, que intervinha na comissão parlamentar de Defesa, disse estar-se a "trabalhar para minimizar" episódios como o ocorrido no passado dia 4 deste mês, em que alunos graduados de 16 e 17 anos espancaram crianças de 10 e 11 anos.
O governante, questionado pela deputada Mariana Aiveca (BE) sobre um modelo em que alunos mais velhos estão investidos do poder de disciplinar os estudantes mais modernos, refutou ainda a crítica de opacidade e falta de transparência nos colégios militares.
Aguiar-Branco recusou depois comentar as afirmações feitas pela Procuradora-Geral da República a propósito do caso, dizendo que Joana Marques Vidal não se referiu a casos concretos no Colégio Militar ou no Instituto dos Pupilos do Exército.
Um dos alunos agredidos no passado dia 4 ficou com uma orelha quase solta e um tímpano perfurado, tendo recebido assistência hospitalar depois de levado pelo pai.
O Exército abriu um inquérito e suspendeu provisoriamente dois alunos graduados que alegadamente espancaram as crianças.

