Advogados e tribunais na nova série de ficção da RTP

Publicado a
Atualizado a

Liberdade 21 é o nome da nova série de ficção que a RTP está a preparar com a produtora SP Televisão, e que ontem foi apresentada aos jornalistas, em Lisboa. As gravações começam já na próxima semana, já que o canal de serviço público pretende estrear a história depois do Verão, num dia de semana, em horário nobre.

"É a história de um escritório de advogados, que acompanham diversos casos, criando um território de ficção, pelo qual penso que o público se irá interessar", explicou ao DN o director de programas da RTP.

José Fragoso afirma que o objectivo é "entreter" o telespectador, mas garante que "há sempre uma componente pedagógica", uma vez que a série pode "ajudar a compreender os mecanismos" da justiça portuguesa.

Os argumentistas das Produções Fictícias, responsáveis pelo guião dos 52 episódios previstos, vão mesmo ter a ajuda de João Nabais, um advogado com vasta experiência, que vai colaborar na produção das histórias como consultor técnico.

E como surgiu a ideia? Um dos responsáveis pela SP Televisão, Jorge Marecos, respondeu com outra pergunta: "Há uma grande tradição internacional de séries que se passam no mundo da advocacia e no mundo dos tribunais, e porque é que isso não há em Portugal?"

Talvez "porque o mundo jurisdicional português não é suficientemente interessante para ser dramatizado de uma forma que garanta a comunicabilidade com o público", explicou Jorge Marecos.

"O desafio é fazer uma série mainstream, para grandes audiências", disse o responsável, que acredita estarem reunidos todos os ingredientes para que a ficção seja um sucesso, começando pelo "conflito, que é a essência do drama".

Serão, portanto, casos ficcionados, mais ou menos dramáticos, alguns inspirados em situações reais, que, todas as semanas, em horário prime time, irão bater à porta da Vasconcelos, Brito e Associados, uma empresa de advocacia sediada na Avenida da República.

"Em cada episódio, serão tratados três casos, com importâncias diferentes", explicou ao DN a realizadora, Patrícia Sequeira, que também coordena o projecto. Há um grupo fixo de dez actores, e "um elenco adicional muito variado". "As pessoas que nos trazem os casos são sempre actores diferentes", explicou.

António Capelo, Ana Nave, Ivo Canelas, Rita Martins, Albano Jerónimo, Ruben Gomes, Inês Castel- -Branco, Mariana Norton, António Cordeiro e Cleia Almeida vão ser as presenças constantes na barra do novo tribunal da RTP. |

Artigos Relacionados

No stories found.
Diário de Notícias
www.dn.pt