Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), o Conselho de Administração da SAG Gest -- Soluções Automóveis Globais propõe que os acionistas deliberem, em assembleia geral extraordinária, a perda da qualidade de sociedade aberta da empresa, fundamentando esta pretensão na "clara concentração do capital social da SAG e dos respetivos direitos de voto" em Pereira Coutinho.."O Dr. João Manuel de Quevedo Pereira Coutinho é hoje titular, direta e indiretamente, de 80,08% do capital social da SAG, sendo-lhe imputados, nos termos do artigo 20. ° do Código dos Valores Mobiliários, 88,86% dos direitos de voto da SAG, atenta a carteira de ações próprias da sociedade", lê-se no comunicado..Segundo refere, desta "concentração resulta uma reduzida dispersão do capital da SAG, ascendendo atualmente o 'free float' [ações em negociação no mercado] a 10,04% do capital social" da empresa, o que se traduz num "aparente afastamento dos acionistas minoritários da vida societária e institucional da SAG"..Como exemplos desse "afastamento", o Conselho de Administração da SAG - dona da Sociedade Importadora de Veículos Automóveis (SIVA), que importa as marcas Audi, Skoda e Volkswagen - aponta a "escassa comparência dos acionistas minoritários" nas assembleias gerais e o "esporádico" contacto de acionistas com a sociedade, "designadamente através do Gabinete de Apoio ao Investidor".."Tomando em consideração o exposto, entende o Conselho de Administração ser do interesse da sociedade e dos acionistas que a sociedade proceda à exclusão da negociação das suas ações do mercado regulamentado, por via da perda da qualidade de sociedade aberta", que detinha desde 16 de julho de 1998, conclui.