Evita Perón ou Federico García Lorca estão a partir de hoje, e até 19 de setembro, em visita. A razão chama-se És Cena. "Faz um jogo entre o português e o espanhol: pode ser no nosso sentido da "cena", da gíria, como pode ser no sentido de "palco", que é a tradução [de escena] do espanhol", lembra Maria Xavier, programadora da Casa da América Latina. É o segundo ano em Portugal da mostra de teatro vindo daqueles mais de 20 mil km2 de terra. O primeiro intuito, explica a programadora ao DN, era "apresentar artistas diretamente vindos de lá, e outros que estão na diáspora latino-americana, uma importante dimensão [daquela região] que é a América Latina fora de si"..Tudo isso e viagens que ocorrem em histórias individuais. Que a criadora Valentina Cayota Moreni, do Uruguai, estivesse a fazer uma residência na companhia Olga Roriz", implicou, por exemplo, que La Valija, um espetáculo de teatro e dança, estivesse destinada a subir a palco este sábado às 21.30 no Teatro da Trindade, Lisboa. Assim como a residência do encenador colombiano Juan Carlos Agudelo no GATO SA - Grupo Amador de Teatro de Santo André pôs em cena Vai Vem, que hoje inaugura a mostra às 21.30 no mesmo teatro lisboeta. A peça fará, aliás, deste grupo alentejano a única companhia portuguesa presente no XV Festival Iberoamericano de Teatro de Bogotá, que decorre em março do próximo ano..Durante a conversa, Maria conta como este ano tiveram o apoio da Direção Geral das Artes (DGA). Todavia, continuam a ter de trabalhar num "cenário com muito poucos recursos". E logo regressa aos palcos quando diz: "As próprias companhias aceitaram apresentar-se em condições melhores ou piores. É muito gratificante perceber que, em nome da arte, as pessoas fazem, que não há ninguém que nos pare." É assim que saltamos para a última peça da mostra: Novas Diretrizes em Tempos de Paz, uma produção luso-brasileira..Leia mais na edição impressa ou no e-paper do DN