A queda de um gigante e de uma marca emblemática

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Maconde A empresa, que esta semana deverá ver-se na contingência de ficar sem empregadas fabris assim que, na próxima terça-feira, as últimas 13 que entregaram a rescisão do contrato por justa causa deixarem a fábrica, chegou a empregar, na década de 90, mais de mil pessoas só na fábrica de Vila do Conde. Nessa altura, o grupo tinha mais de dois mil funcionários, entre as quatro unidades fabris em Portugal e a de Marrocos e as lojas Macmoda.

O grande período de expansão da empresa foi sob a gestão de Joaquim Cardoso, que liderou a Maconde durante 25 anos. Sai em Novembro de 2002, vendendo os seus 60% na empresa, ano em que o grupo fecha a operação de retalho em Espanha. A crise acentua-se e, em 2005, vende as lojas em Portugal e vira-se cada vez mais para a produção "a feitio". A decadência foi-se acentuando e, em 2007, a Maconde já só empregava 580 trabalhadores e acumulava 32 milhões de euros de dívidas. Apesar dos mais de 6,5 milhões de euros que recebeu do IAPMEI e da tentativa de reestruturação, com a criação da Macvila e da Mactrading, o grupo Maconde parece ter chegado ao fim.

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