A privacidade dos jovens

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Esta caminhada da adolescência para a idade adulta tem de ser feita com os pais, a demarcação da família de origem é um dos requisitos fundamentais para a formação de um sentimento de autonomia e responsabilidade.

Os espaços numa família vão sendo progressivamente definidos, de acordo com a idade dos filhos. A partir dos 10 anos, esta é uma vontade comum. Não há nenhum problema em fecharem a porta, porque quer estar isolado ou para ter convívio em privado com um amigo ou grupo de amigos. É um desejo generalizado, uma necessidade, e deve ser respeitado, desde que o jovem respeite as regras estabelecidas entre a família. O quarto do adolescente é um território individual, privado. Ao atribuírem um quarto (nas situações em que isso é possível), os pais estão a definir um território individual, um refúgio pessoal onde ele pode explorar em privado a sua crescente independência. É um espaço que não deve ser invadido, a não ser que os pais precisem de verificar se o filho está bem ou se necessitam de se assegurar que estão a ser respeitadas as regras previamente acordadas e não se está a usar a privacidade para práticas inaceitáveis (consumo de drogas, por exemplo). Pode entrar-se no quarto de uma criança a qualquer hora, mas não faz sentido entrar no quarto de um adolescente sem bater à porta primeiro. Da mesma forma que os adultos têm espaços só para si e tempos em que querem estar sem os filhos, o mesmo acontece com os adolescentes.

O respeito pela privacidade não pode levar os pais a serem demasiado tolerantes com certos pedidos dos jovens. Muitas vezes, quando organizam festas, exigem que os pais saiam de casa para ficarem «mais à vontade». A decisão dos pais deve depender criteriosamente do conhecimento que têm dos filhos e em particular do facto de existir um clima claro de confiança mútua. Se estas condições se não verificarem inequivocamente, a atitude dos pais deve ser de recusa. Os filhos precisam de estar com os amigos mas também precisam da supervisão dos adultos.

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