"A arte portuguesa de luto". Na primeira página da edição do Diário de Notícias de 27 de outubro de 1933, a morte do pintor José Malhoa mereceu um destaque central. "Morreu o pintor José Malhoa" foi o título principal de um artigo em que se dava conta de que o corpo do pintor iria ser transportado de Figueiró dos Vinhos para o Cemitério dos Prazeres em Lisboa..José Malhoa tinha 78 anos e notabilizou-se no naturalismo como autor de quadros em que teve como tema paisagens, cenas de costumes, retratos e nus. O Fado, por exemplo, é uma das suas obras mais conhecidas..Era natural das Caldas da Rainha mas cedo mudou-se para Lisboa, onde estudou. Tinha uma segunda casa em Figueiró dos Vinhos onde pintou muitos dos seus quadros..Nesta edição de outubro de 1933, o DN também dava conta da criação do Secretariado Nacional de Propaganda, um organismo que seria liderado pelo jornalista António Ferro e que teve a presença do presidente do Conselho de Ministros, Oliveira Salazar, no ato da sua instalação..Em 1945 mudou a sua denominação para Secretariado Nacional de Informação. Regulava a comunicação social, com um controlo do que era publicado, e fazia propaganda política ao regime do Estado Novo. Em 1968 o organismo passou a designar-se Secretaria de Estado da Informação e Turismo, nome que manteve até ao 25 de Abril, altura em que se tornou Secretaria de Estado da Comunicação Social.