A máfia japonesa por dentro
Como seria de esperar, somos levados até ao centro da conhecida organização criminosa japonesa. Sabemos que a honra e o respeito não se ganham facilmente por estas bandas, mas Kazuma Kiryu está habituado a estas andanças. O protagonista do primeiro Yakuza é agora nomeado Quarto Presidente do Clã Tojo, mas logo acaba por se afastar. Essa decisão leva-o a escolher um sucessor que não dura muito tempo no comando e é assassinado às mãos de elementos de um grupo rival, conhecido por Omi. É com uma enorme sede de vingança que o nosso carismático herói parte para uma luta sangrenta. O enredo adulto e surpreendente consegue cativar como poucos e mantém-nos “agarrados” ao decorrer dos acontecimentos. Quem não conhece os factos do antecessor terá imagens para o situar.
Com uma história tão envolvente, seria um crime não ter uma apresentação digna. A produtora não falhou neste campo e teve muito cuidado com o grafismo. As cidades cheias de vida estão perfeitamente retratadas e há momentos que mais parecem saídos de um filme.
Os combates são outro dos pontos altos deste desafio. A jogabilidade é simples e muito intuitiva. Levamos pouco tempo a perceber todas as capacidades de Kazuma, entre as quais alguns golpes especiais. Com o passar do tempo, o nosso herói vai acumulando experiência e fica mais forte. A banda sonora também está ao nível das restantes características e ajusta-se perfeitamente a este tipo de acção. Yakuza 2 é um dos bons jogos que experimentámos nos últimos tempos. E não podemos esquecer-nos de que tem dois anos de existência e já pertence a outra geração. Mesmo assim, e se não soubéssemos esse pormenor, dificilmente lá chegaríamos. A não perder.
Preço: 39,99 euros