"A honestidade, mais do que uma qualidade, deve ser um modo de vida"
A sua virtude preferida?
A empatia, como expressão maior do respeito pelo próximo, sabendo que ninguém é detentor da verdade absoluta.
A qualidade que mais aprecia num homem?
A honestidade em todas ações: mais do que uma qualidade, deve ser um modo de vida.
A qualidade que mais aprecia numa mulher?
A mesma que nos homens. Aqui, como em tantas outras áreas, não devemos estabelecer diferenças entre mulheres e homens.
O que aprecia mais nos seus amigos?
A generosidade que sempre demonstraram: por mais anos que passem, as coisas não mudam entre nós.
O seu principal defeito?
Sou demasiado exigente, comigo e com os outros, o que por vezes me torna pouco tolerante. Errar é humano mas por vezes tenho dificuldade em aceitar essa realidade.
A sua ocupação preferida?
Aproveitar o tempo livre com a família e com os amigos, sem ansiedades nem preocupações.
Qual é a sua ideia de "felicidade perfeita"?
Sou um eterno insatisfeito, a perfeição será sempre inatingível. Mas sou feliz quando posso estar num local de que gosto, acompanhado pelos que me são queridos e desligado do resto do mundo.
Um desgosto?
Ver que no mundo atual há cada vez menos espaço para mulheres e homens bons. O valor e o mérito são relegados para segundo plano perante interesses obscuros e segundas intenções.
O que é que gostaria de ser?
O meu sonho de criança era ser piloto de Fórmula 1. Hoje já me contentava em ser o médico que acompanha as provas deste desporto.
Em que país gostaria de viver?
Num Portugal mais justo e harmoniosamente desenvolvido. Mas sempre em Portugal.
A cor preferida?
Azul, embora seja o vermelho Glorioso que me faça vibrar.
A flor de que gosta?
Toda aquela que consiga crescer em condições adversas.
O pássaro que prefere?
A águia.
O autor preferido em prosa?
Fernando Pessoa.
Poetas preferidos?
A eterna Sophia e o genial Ary dos Santos.
O seu herói da ficção?
Sou um filho dos anos 80: Michael Knight e McGyver.
Heroínas favoritas na ficção?
Sem dúvida que o meu destaque vai para a Mafalda, do cartoonista Quino: perspicaz, inteligente e sempre atual.
Os heróis da vida real?
Todos os meus colegas médicos de família em Portugal.
As heroínas históricas?
Anne Frank, Malala Yousafzai e todas as que, ao longo da história, foram sujeitas à barbárie do ser humano e souberam sempre resistir.
Os pintores preferidos?
Os impressionistas franceses.
Compositores preferidos?
Carlos Paião e Alain Oulman.
Os seus nomes preferidos?
Leonor e Francisco, por tudo aquilo que representam para mim.
O que detesta acima de tudo?
Que alguém diga uma coisa e faça exatamente o seu contrário.
A personagem histórica que mais despreza?
Pode ser um lugar comum, mas respondo Adolf Hitler, pois está nos antípodas de tudo aquilo em que acredito.
O feito militar que mais admira?
Todas as missões de manutenção da paz.
O dom da natureza que gostaria de ter?
O voo das aves, pela liberdade mas sobretudo para poder ver o mundo e a vida de uma perspetiva diferente e mais ampla.
Como gostaria de morrer?
Como vivi até agora, com a consciência tranquila.
Estado de espírito atual?
Inquietação. Hoje e sempre, não podemos dar nada por adquirido e é nossa obrigação lutar para corrigir o que entendemos estar errado.
Os erros que lhe inspiram maior indulgência?
Todos os que são cometidos por pura ignorância. Como disse Jesus Cristo, "Perdoai-lhes, porque não sabem o que fazem."
A sua divisa?
Aprendi-a com os meus filhos, ambos escuteiros: procurar deixar o mundo melhor do que o encontrei.

