A história de uma galesa com 'alma' que encantou os ingleses

Duffy foi a grande vencedora dos Brits. Cantora estreia-se em Portugal a 18 de Julho, no Super Bock Super Rock<br />
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Esta semana, os principais prémios da música britânica, os Brits, consagraram a cantora Duffy, de 24 anos. Foi eleita Melhor Artista feminina e Revelação do ano, e Rockferry, o seu primeiro disco, foi considerado o Melhor Álbum de 2008. Modesta, declarou apenas que era o resultado de "cinco anos de trabalho". Contudo, no início de 2008 poucas pessoas conheciam esta jovem artista, nascida numa pequena localidade do norte do País de Gales.

De facto, foi já na recta final de 2007 que Duffy começou a dar nas vistas com a balada Rockferry. Seguiu-se, já em 2008, o premiado disco de estreia, que recuava até à década de 60, evidenciando uma sonoridade próxima da soul. O registo vocal da cantora valeu-lhe algumas comparações à sua contemporânea Amy Winehouse. Mas ao contrário da autora de Rehab, Duffy não tem sido notícia pelos escândalos. E na verdade, talvez Dusty Springfield fosse uma referência mais acertada, como a jovem cantora gosta de lembrar.

No ano passado foi a artista que mais discos vendeu no Reino Unido. Chegou também ao topo da tabela de vendas portuguesa, e vai estrear-se ao vivo em Lisboa, no próximo dia 18 de Julho, durante o Super Bock Super Rock. O sucesso comercial foi ainda acompanhado por uma vitória nos Grammy, há duas semanas, na categoria de Melhor Álbum Pop.

Ou seja, no espaço de um ano, Duffy concretizou os sonhos pop que alimentava desde a sua adolescência, e que em 2003, com apenas 18 anos, a levaram ao Wawffactor, uma espécie de Ídolos do País de Gales. Não venceu o concurso, mas pôde gravar um primeiro EP, cantado em galês e intitulado Aimée Duffy, que chegou às lojas em 2004.

Foi também nesse ano que Jeannette Lee, da editora Rough Trade, a descobriu, e ficou tão impressionada com a jovem cantora que decidiu tornar-se sua agente. Enviou-a depois para Londres, onde conheceu Bernard Butler, o ex-guitarrista dos Suede que viria a produzir o seu disco de estreia. Foi o mesmo músico que lhe mostrou os vários artistas dos anos 60, próximos da soul, que hoje influenciam o som das suas próprias canções.

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