A explosão foi o susto de uma vida

O susto de uma vida foi como os habitantes da Rua da Bela Vista e dos arruamentos mais próximos viveram a explosão ocorrida hoje na Charneca da Caparica, Almada, que provocou três feridos, um dos quais com gravidade.
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A explosão ocorreu cerca das 07:00 no 1.º dto. do número 56 da Rua da Bela Vista, em Vale Fetal, Charneca da Caparica, cujo inquilino foi projetado para o telheiro de um dos quintais da rua paralela àquela em que se situa a sua casa.

"Posso dizer que foi o susto da minha vida. Nós estávamos a dormir. Ouvi um estrondo muito grande de coisas a partir. A primeira ideia que tivemos logo foi de um tremor de terra", afirmou Luísa Varela, moradora da Rua José Jacinto Nunes, que estava em casa com o marido na altura da explosão.

A mesma fonte confessou ter demorado algum tempo a perceber que a vítima mais grave deste acidente tinha sido projetada pela explosão, cerca de 20 metros, acabando por cair em cima do telheiro do seu quintal.

"De repente começamos a ouvir um senhor aos gritos. Não nos apercebemos bem do que era, pensámos que era um vizinho, e só depois nos apercebemos que estava uma pessoa em cima do telheiro", sublinhou.

O ferido grave, retirado do local pelos bombeiros, foi numa primeira fase transportado para o Hospital Garcia da Orta, em Almada, e posteriormente enviado para o Hospital de São José, em Lisboa.

"Não conseguimos salvar o senhor e vieram as autoridades entraram nossa casa e tiraram o senhor, que estava todo nu, e todo queimado", concluiu a mesma testemunha.

No mesmo prédio, Custódio Roupa, também se mostrou bastante perturbado pelos efeitos da explosão: "O prédio está todo partido de ponta a ponta".

Custódio Roupa, explicou que com a explosão ouviu-se "um estrondo enorme" e "começou tudo a tremer".

As imagens do edifício atingido pela explosão fazem lembrar um autêntico cenário de guerra com o prédio completamente esventrado e consumido pelas chamas, devido ao fogo que deflagrou após o rebentamento.

A explosão destruiu todas as habitações do número 56, tendo causado igualmente danos consideráveis nos prédios contíguos (números 54 e 58).

A força da explosão e os destroços projetados pela mesma atingiram ainda várias habitações de outros edifícios na Rua José Jacinto Nunes e mais de duas dezenas de viaturas.

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