Estudar na Suíça tornou-se um sinónimo de distinção e futuro profissional garantido. Algumas das melhores escolas, em várias áreas, estão em terreno helvético. A hotelaria não é exceção. O DN foi conhecer o Glion Insitute, considerada uma das melhores escolas do mundo na sua área - mais concretamente a terceira melhor do mundo no ranking mundial de instituições de ensino superior em Gestão Hoteleira..Para lá vão, para depois sair, alunos de várias geografias - 90 países segundo dados da Instituto - que se tornam executivos da indústria hoteleira..Localizada numa encosta com Montreux mesmo em baixo e uma vista que só esbarra nas montanhas já francesas à esquerda e a terra mais plana, pelo menos por ali, e carregada de vinha, dos lados suíços, é ali que os alunos dormem, comem, estudam e trabalham e se preparam para um futuro de serviço de elite. E entre eles portugueses..O Instituto Glion, que pertence ao grupo Sommet Education, é uma escola privada com licenciatura e mestrado em hotelaria, luxo e finanças e está dividido em três campus: dois na Suíça (Glion e Bulle) e outro em Londres. Além disso tem parceria com a Escola Ducasse, do prestigiado chef francês Alain Ducasse e com a Les Roches, outra prestigiada escola de hotelaria com sede em Marbelha, Espanha..Fabien Fresnel, Chefe de Operações, Sommet Education, explica ao DN sucintamente como a escola funciona e diz que "um ano depois de estarem na escola, a maturidade dos alunos muda". E acrescenta, "aqui ajudamos os alunos a decidirem o seu futuro. Têm formação em todas as áreas da hotelaria para mais tarde escolherem, além disso damos aconselhamento na área que devem seguir"..Na visita foi percetível o rigor helvético - isto apesar de ser uma escola que na sua maioria tem franceses no quadro de direção -, alunos saídos do liceu com uniformes a servir com o cuidado e a simpatia de alguém com maior experiência. Uma ou outra falha aqui ou acolá quase impercetível aos menos exigentes. E agora com a possibilidade de trabalharem e ajudarem dentro das instalações da escola o bistrô do chef suíço com duas estrelas Michelin Stéphane Décotterd..Tudo isto tem um custo, claro. Formar elites não é para o bolso dos comuns. Como exemplo, e de acordo com informação prestada pelo Glion, cinco semestres académicos no Instituto tem o custo aproximado de 40 mil euros. O preço de elite para um futuro profissional junto da indústria hoteleira de luxo..Afonso de Castro Nunes, de 19 anos, é natural de Lisboa, e depois de ter terminado o secundário as muitas dúvidas sobre o seu futuro eram a sua única certeza. Apenas o gosto pelos hotéis e restaurantes o motivaram, isso e um dos seus melhores amigos que foi para a Suíça estudar hotelaria. Várias conversas entre ambos depois, Afonso decidiu seguir-lhe as pisadas e inscrever-se no Instituto Glion..Sentado num dos sofás dos corredores da escola suíça de elite, conta ao DN: "Não queria sair de Portugal, por causa da família e da namorada...mas acho que no futuro vou ter mais oportunidades com o que aprender na Suíça". Em que departamento, ainda não sabe. "O ensino aqui é muito prático e aprendemos tudo, da limpeza à cozinha ou à gestão"..O facto de ter família ligada à restauração - com dois restaurantes em Lisboa - não lhe é indiferente e que o podem ajudar no futuro. Mas sublinha que não conta com isso, para já, "primeiro quero trabalhar em hotéis antes de gerir restaurantes". O português é dos muitos alunos que vêm de várias geografias para aprender numa das mais prestigiadas escolas de hotelaria do mundo. Agora são três anos e meio que tem pela frente que podem passar já por... Lisboa. Depois dos primeiros seis meses em Montreux, os alunos começam a estagiar por várias paragens, e Afonso está de olhos numa eventual oportunidade no Ritz, o seu hotel preferido em Lisboa.