Dia com quase 39 mil casos. Internamentos e incidência continuam a subir

Boletim diário da DGS indica que nas últimas 24 horas foram registados 17 mortos com a doença, estando agora 1353 doentes nos hospitais, dos quais 161 em UCI.
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Registaram-se mais 38734 casos de covid-19 em Portugal, nas últimas 24 horas, segundo o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS). Há mais 17 mortes associadas à infeção por SARS-CoV-2, indica ainda o relatório desta sexta-feira (7 de janeiro).

Lisboa e Vale do Tejo e Norte continuam a ser as regiões com mais novos casos diários, com 15 606 e 14 689, respetivamente. O Centro contabilizou 4558 novos casos, sendo a terceira região com mais infeções, à frente de Madeira (1526), Alentejo (1126), Algarve (940) e Açores (289).

No que diz respeito a óbitos, a maioria registou-se em Lisboa e Vale do Tejo (9), seguindo-se o Norte (4), Centro (1), Alentejo (1), Algarve (1) e Madeira (1).

Nos hospitais portugueses há agora 1353 internados (mais 42 que no dia anterior) devido à covid-19, dos quais 161 estão em unidades de cuidados intensivos (mais três). Há, no entanto, mais 31 319 pessoas que recuperaram da doença.

A taxa de incidência voltou a subir dos 2104,7 para os 2438,8 casos de infeção por 100 mil habitantes no território nacional, enquanto no continente passou dos 2114,3 para 2444,5.

No que diz respeito ao R(t), é agora de 1,32, tendo-se verificado uma descida, pois na anterior atualização (quarta-feira) era de 1,43 em todo o território.

Uma nova atualização sobre a evolução da pandemia, um dia depois de o primeiro-ministro anunciar novas medidas no âmbito do combate à pandemia. Além da reabertura das escolas na segunda-feira, como já tinha sido definido, António Costa referiu ainda que haverá "testagem dos professores e dos assistentes operacionais nas próximas duas semanas".

Entre as decisões tomadas em Conselho de Ministros, o Governo determinou a reabertura de bares e discotecas para o dia 14 de janeiro, sendo que o regime de teletrabalho obrigatório passa a partir dessa data a "recomendado".

O líder do governo justificou esta alteração ligeira das medidas fazendo apelo ao que "por unanimidade" os especialistas, na sequência da reunião do Infarmed, disseram sobre a evolução da pandemia e da variante Ómicron. "Apesar da alta transmissibilidade e previsível crescimento do número de infetados, poderemos avançar na próxima semana com cautela", disse António Costa.

Ouvido pelo DN, o diretor de serviço de pneumologia do Hospital Universitário de Coimbra considera que as medidas fazem sentido, mas "é preciso vacinar crianças com segunda dose rapidamente"

Para Carlos Robalo Cordeiro, que integra o Gabinete de Crise para a covid-19 da Ordem dos Médicos, o Governo ganha tempo com estas medidas para reforçar a vacinação dos adultos e ganhar tempo para a proteção contra a nova variante.

Contudo, sustenta, faltam duas coisas que não se ouve falar: o reforço dos meios do SNS para dar resposta aos utentes e reduzir o intervalo da segunda dose para as crianças. Só assim a comunidade funcionará com maior segurança.

As novas infeções por coronavírus aumentaram 46% na semana passada na Europa, onde a maioria dos países está em risco elevado, revelou o Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC).

De acordo com o último relatório, com dados atualizados até ao passado dia 2, a situação epidémica geral nos países da União Europeia (UE) e no Espaço Económico Europeu (EEE) apresenta um elevado índice de caso, que continuam a crescer há duas semanas.

A incidência média nos últimos sete dias é de 1253 novos casos por 100 000 habitantes.

A taxa de mortalidade é de 50,6 por milhão de habitantes, 9% menos do que na semana anterior, mas ainda em níveis elevados.

Dez países (Dinamarca, Estónia, Finlândia, França, Grécia, Islândia, Irlanda, Letónia, Luxemburgo e Malta) encontram-se numa situação de preocupação muito elevada e 18 (incluindo Portugal, com um índice de 7,3 em 10), de preocupação elevada, enquanto noutros dois (Áustria e Roménia) o nível de preocupação é moderado.

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