3. Melhor Filme Estrangeiro

Continuamos a apresentar diariamente as escolhas dos críticos e colaboradores do DN nas principais categorias dos Óscares. Hoje centramo-nos nos candidatos a Melhor Filme Estrangeiro.
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A Caça, de Thomas Vinterberg (Dinamarca)

É um ano onde mais olhos e previsões para a categoria de melhor filme estrangeiro parecem convergir para Itália que, 15 anos depois do Óscar para A Vida é Bela, surge desta vez como o país representado pela crónica de ócio de um escritor descrita em A Grande Beleza (já estreado entre nós) por Paolo Sorrentino.

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Trata-se de uma figura que não é desconhecida no território próximo da Academia (Sean Penn protagonizou o anterior This Must Be the Place) e tem conseguido reunir os prémios (Globo de Ouro e BAFTA) que preparam habitualmente o caminho para este Óscar. Seria interessante, embora improvável, ver reconhecido A Caça, o drama de manipulação do dinamarquês Thomas Vinterberg, que este ano partilha a nomeação com The Missing Picture, documentário vindo do Camboja (presença inédita nesta categoria) realizado por Rithy Panh, e com o drama palestiniano Omar, de Hany Abu-Assad.

Seguido do reconhecimento final da Academia da visão de Michael Haneke (no ano passado, por Amor), o cineasta Asghar Farhadi, vencedor em 2012 do Óscar nesta categoria por Uma Separação, voltou este ano a ser considerado como representante do Irão pelo melodrama O Passado, que no entanto não chegou às nomeações. Por seu lado, uma produção palestiniana (Omar) foi uma vez mais considerada após a nomeação histórica de Paradise Now, de 2005, também assinado por Hany Abu-Assad.

Os Outros nomeados:

Círculo Interrompido (Bélgica)

A Grande Beleza (Itália)

A Imagem Que Falta (Camboja)

Omar (Palestina)

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