Um ativista político bielorrusso foi condenado a 25 anos de prisão por se opor ao regime do Presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko, noticiou esta segunda-feira a agência noticiosa Associated Press (AP)..Segundo a AP, Mikalay Autukhovich foi condenado e sentenciado por um tribunal bielorrusso por acusações ligadas a um plano de um ataque terrorista, alta traição e uma conspiração para tomar o poder..Autukhovich é um ex-militar de 59 anos e veterano da guerra soviética no Afeganistão e tem ajudado a arrecadar fundos para os esforços da oposição para contrariar Lukashenko, que governa a ex-nação soviética com mão de ferro por mais de 28 anos..Em 2020, Lukashenko reprimiu brutalmente os protestos que foram alimentados pelo facto de ter sido eleito para um sexto mandato na sequência das eleições presidenciais, consideradas fraudulentas pela comunidade internacional e pela oposição bielorrussa..Além de Autukhovich, onze outros ativistas bielorrussos foram condenados a penas de prisão que variam entre os dois anos e meio e os 20 anos.Os investigadores do julgamento, que começou em maio em Grodno, acusam o grupo de ativistas de incendiar um carro e a casa de um polícia, explodir o veículo de outro agente e preparar mais ataques naquela cidade localizada no oeste do país..Entre os outros 11 réus, nove foram condenados a penas de 15 a 20 anos de prisão, um a seis anos e um mês; e outro a dois anos e meio. Entre eles está o padre ortodoxo Sergei Rezanovich, condenado a 16 anos de prisão, e a sua mulher, condenada a 15 a 15..Nas últimas semanas, o grupo de direitos humanos Viasna, com sede e Minsk, ganhou visibilidade depois de o seu diretor, Ales Bialiatski, ter sido um dos vencedores do Prémio Nobel da Paz de 2022..Bialiatski, 60 anos, atualmente preso na Bielorrússia, fundou a organização em 1996, para ajudar presos políticos e as suas famílias, na sequência da repressão do regime do Presidente Alexander Lukashenko.