'Toy Story' em 3D para ir até ao infinito e mais além

O filme de animação de 1995 regressa às salas de cinema, agora em 3D
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Andy tem oito anos e um quarto cheio de brinquedos que, sempre que se encontram sozinhos, longe do olhar dos "humanos", ganham vida própria e vivem perigosas aventuras liderados pelo cowboy Woody. Mas com a festa de aniversário de Andy e com a chegada de novos brinquedos, entre os quais o destemido astronauta Buzz Lightyear, enfrentam-se novos desafios no quarto de brinquedos. Este é o ponto de partida de Toy Story, primeira longa-metragem da Pixar (em colaboração com a Disney), que foi também o primeiro filme totalmente digital, realizado por John Lasseter e estreado nos Estados Unidos em 1995, com as vozes de Tom Hanks e Tim Allen, entre outros.

Enquanto esperamos por Toy Story 3, no próximo mês, regressam às salas de cinema portuguesas os dois primeiros filmes - o primeiro, Os Rivais, a partir de hoje; e o segundo, de 1999, Em Busca de Woody, na próxima semana - mas agora em 3D. A equipa da Pixar teve de revisitar todo o material original e colocar virtualmente uma segunda câmara em cada cena para conseguir o efeito de três dimensões. Esta "arqueologia digital" é um processo inédito em filmes de animação.

Mas há muito mais em Toy Story do que tecnologia. Este foi um dos primeiros filmes da animação feito a pensar tanto nas crianças como nos adultos - e esta foi também uma das grandes inovações da Pixar. Sim, é uma história infantil, mas é uma história recheada de nostalgia (dos adultos que já não brincam ao faz-de-conta, mas que se recordam dos seus velhos brinquedos com ternura) e com níveis de leitura mais elaborados do que a Disney até aqui nos tinha habituado. E se é verdade que os brinquedos ganham sentimentos e vontade próprias também continuam a ser brinquedos - algumas das melhores cenas acontecem precisamente na loja de brinquedos onde Buzz Lightyear encontra outros como ele e descobre que os seus poderes talvez não sejam assim tão especiais (embora o levem para "o infinito e mais além"). E acima de tudo este é um filme sobre a rivalidade e a amizade masculina, como se canta em You've Got a Friend in Me, o tema musical que esteve nomeado para os Óscares e que acompanha toda a trilogia.

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