'A Bruxinha que Era Boa' enfeitiça crianças em palco

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É no Auditório Municipal Ruy de Carvalho que uma floresta imaginária cheia de bruxas se converte no palco de uma história, capaz de fazer sonhar as crianças durante mais de uma hora. Esta peça prova que não é necessário um cenário sofisticado para captar a atenção dos mais pequenos. A simplicidade de uma história onde triunfa a amizade é suficiente para os levar ao teatro.

Sobe o pano enquanto entoa na sala uma canção que assim dá início à acção: "São terríveis as malvadas, fazem feitiços com escorpiões e aranhiços." A partir daí A Bruxinha que Era Boa está em cena. Ângela é um fracasso na escola de bruxas, já as suas três companheiras, Fredegunda, Fedorenta e Zarolha, são más a valer. Após o exame final, realizado pelo imperador de todas as maldades, Dom Belzebu III, as alunas que não aprendem os feitiços recebem como castigo a prisão na torre escura e a melhor aluna é premiada com uma vassoura a jacto. Mas por ser diferente, o único exercício que Ângela gosta de fazer é cavalgar na vassoura. Ao reprovar no exame, esta bruxa boa corre o risco de nunca mais ouvir o canto dos pássaros ou voar pelos céus, que são as suas diversões favoritas. As bruxas más têm como missão contrariar a alegria na floresta, cheia de fadas, duendes e crianças felizes. Durante o único acto da peça, muitos planos para transformar o mundo, num local terrível, são engendrados. O melhor acontece quando uma certa música acaba com a raça das feiticeiras. A maldade fica presa na torre escura "para que a vida seja melhor quando houver fraternidade".

A peça infantil, escrita pela brasileira Maria Clara Machado, estreou-se no Rio de Janeiro, em 1958. Nesta produção, onde há interacção com o público, participam os actores Alina Vaz, Catarina Gonçalves, José Pedro de Sousa, Rita Simões, Sara Brás, Sérgio Silva e Teresa Corte-Real. "São todos actores profissionais, a maioria da Escola de Cascais", disse ao Diário de Notícias o encenador Alberto Vilar. Os cenários e figurinos pertencem a Rita Simões. A Bruxinha que Era Boa conta, ainda, com oito músicas originais do maestro César Batalha em colaboração com o Coro Infantil de Santo Amaro de Oeiras.

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