Os alunos da escola básica do 2.º e 3.º ciclos das Olaias, em Lisboa, acreditam que os maus estudantes devem ter mais esta oportunidade de passar do 8.º para o 10.º e assim acabar o ensino básico.. Sónia, 14 anos e a frequentar o 8.º ano, concorda que o exame pode ajudar quem iria chumbar mais uma vez. "Na aula só brincam e a maioria chumba porque não lhes interessa o que a professora diz". Inês, 14 anos, a frequentar o 9.º ano, diz que esta oportunidade só terá benefícios para quem se aplicar: "Se estudar, consegue passar, se não estudar, não consegue." .Também os alunos que pertencem a um programa de inclusão do abandono escolar, como Pedro, de 17 anos, aplaudem a nova medida. "Concordo com esse exame. Quem tem uma estrutura familiar, o que comer, sem ter de cuidar da mãe, tem mais facilidade em acabar a escola. Não é a mesma coisa que um aluno que não tem estrutura familiar e muitos outros problemas", defende. Pedro admite que também há casos de alunos que têm más notas "porque não se esforçam nas aulas". "Existe os dois casos.".A professora Paula Rei usa os mesmos argumentos. "São questões diferentes, quem tem esta estrutura familiar, apoio dos pais, uma situação financeira boa, consegue dar a atenção necessária à escola. Mas a escola é a primeira coisa descartável na vida de pessoas que têm de se preocupar se têm o que comer em casa." .Esta professora no programa de inclusão admite que a medida pode "não ser justa para com os alunos que estudam correctamente e conseguem passar, mas é uma solução!" Já Ana, de 16 anos, não acredita que esta seja uma forma de manter os alunos na escola. "Nada garante que eles continuem a estudar"..